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Ponte-cais Maputo-Inhaca registou enchentes na manhã de hoje

Foto: O País

A ponte-cais Maputo-Inhaca registou, esta quinta-feira, uma enchente fora do comum, provocada por pessoas que procuravam viajar para a Ilha de Inhaca, onde a maior parte pretendia passar a transição de 2021 para 2022. Devido a enchente e desorganização no processo de embarque, alguns passageiros optaram por desistir da viagem.

A situação começou ainda na madrugada. Eram muitas as pessoas que tiveram a mesma “ideia” de embarcar para a Ilha de Inhaca, para usufruir das suas belezas, junto das suas famílias.

Naquele local, houve quem tenha chegado por volta das três horas da madrugada, na esperança de embarcar no primeiro ferryboat, mas não foi possível.

Algumas pessoas contaram ao jornal “O País” que aquela embarcação saiu bastante lotada, com 200 pessoas, o que corresponde à lotação máxima, não havendo, desta forma, qualquer oportunidade para o respeito às medidas de prevenção da COVID-19.

Neste processo, mais de 100 ficaram em terra. Umas deitadas, outras em pé, procuram disfarçar o seu desespero, pelo tempo de espera.

“Aqui desde cedo que se vive esta desorganização. Mesmo nós que chegamos às 5h da manhã não conseguimos embarcar. Há pessoas que chegaram depois de nós, mas conseguiram avançar”, contou Júlia Macamo, que reuniu filhos, irmã e amigos para juntos passarem a transição do ano.

Júlia e seus filhos, como se previssem a longa espera, traziam música e lanches. Para eles, a festa já tinha começado, apesar do constrangimento.

A mesma opinião é partilhada por Andrade Conjo, que viajava com a família para a Ilha de Inhaca para fugir da agitação da cidade.

“A situação de hoje, na minha opinião, é fruto de desorganização dos gestores do transporte marítimo, pois esta situação não acontece pela primeira vez, por isso já deviam criar condições para evitar estas enchentes”, disse.

O jornal “O País” apurou que a embarcação, que se encontrava na Ilha de Inhaca, só regressaria às 15h30, ou seja, quase 10 horas depois da viagem de ida. Mas, não havia certeza de que voltaria à ilha no mesmo dia.

Esta informação descredibilizou o processo e fez com que algumas pessoas mudassem os planos e desistissem da planificada viagem.

Sem gravar entrevista, um dos passageiros que desistiu disse estar decepcionado com o que vê e esperava não precisar de passar por situação igual só para uma viagem igual.

Por seu turno, o chefe do Departamento de Planificação da Transmarítima, António Sitoe, disse que o plano criado para atender a demanda, nesta quadra festiva, consistiu, entre outras ações, em promover viagens diárias para Inhaca, mas uma vez para cada sentido.

“A partir do dia 15 de Dezembro corrente, nós iniciamos com carreiras diárias, mesmo para facilitar as viagens, que maioritariamente são de Maputo para Inhaca”, disse.

Mais do que isso, Sitoe disse que “nós, infelizmente, não podemos estimar o número de passageiros a carregar por dia. O maior número de passageiros é de Maputo para Inhaca, assim sendo, a volta para Maputo praticamente seria uma viagem sem cobertura, devido ao número de passageiros”.

A prevalecer esta decisão, as cerca de 100 pessoas que já tinham esperado mais de 10 horas estariam entregues à própria sorte.

No entanto, à última hora, a Direcção-Geral da Transmarítima decidiu que ainda esta quinta-feira será feira uma segunda viagem para a Ilha de Inhaca.

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