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ANAMOLA inicia primeira Convenção Nacional em Nampula

O partido ANAMOLA deu início, este sábado, à sua primeira Convenção Nacional, na cidade de Nampula, um evento que irá culminar com a eleição dos órgãos dirigentes da formação política e a aprovação de instrumentos orientadores da sua actividade. Os trabalhos arrancaram com uma marcha seguida de um comício, que

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, recebeu, esta sexta-feira, em audiências separadas, a Directora-Geral da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, e o Secretário-Geral da Confederação Africana de Golfe, Michael Aggrey, encontros que reafirmaram a confiança dos parceiros internacionais nas potencialidades de Moçambique e no compromisso do Governo com a promoção do investimento e do desenvolvimento sustentável.

No final das audiências, falando à imprensa, a Directora-Geral da ExxonMobil afirmou ter transmitido ao Chefe do Estado o encorajamento da empresa relativamente aos progressos alcançados no Projecto Rovuma, considerado de importância estratégica tanto para Moçambique como para a ExxonMobil e os seus parceiros.

Johanna Boothey destacou o ambiente de cooperação existente com o Governo moçambicano e reiterou o compromisso da empresa de continuar a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais para impulsionar a concretização deste empreendimento, cujos benefícios deverão ter um impacto significativo no desenvolvimento económico e social do País.

Por sua vez, o Secretário-Geral da Confederação Africana de Golfe manifestou satisfação pela audiência concedida pelo Presidente da República e elogiou a visão do Chefe do Estado de posicionar a província de Inhambane como um importante destino turístico, com o golfe a assumir um papel de destaque na diversificação da oferta turística nacional.

Michael Aggrey sublinhou que Moçambique reúne condições naturais e geográficas ímpares para se afirmar como uma referência regional no turismo desportivo, destacando a localização estratégica do País, o clima favorável, as praias de excelência e o vasto potencial para atrair visitantes ao longo de todo o ano.

Acrescentou que a Confederação Africana de Golfe pretende estabelecer uma parceria sólida com Moçambique para desenvolver esta iniciativa, contribuindo para o crescimento do turismo, da actividade empresarial e da economia local.

As audiências evidenciam o reconhecimento internacional das políticas do Governo liderado pelo Presidente Daniel Francisco Chapo, orientadas para a valorização dos recursos naturais, a promoção do investimento privado, o desenvolvimento do turismo e a criação de oportunidades de crescimento económico inclusivo, consolidando Moçambique como um destino cada vez mais atractivo para investidores e parceiros internacionais.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que Moçambique vai acolher, em 2027, a próxima edição do Fórum Global do Turismo, um dos principais resultados da participação do país na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo, realizada em Luanda, Angola.

Falando à imprensa no final da visita, Daniel Chapo considerou a deslocação «extremamente positiva e produtiva», destacando que a realização do evento em território moçambicano representa um importante ganho para a promoção internacional do país como destino turístico e de investimento.

Segundo o Chefe do Estado, o compromisso foi alcançado durante encontros mantidos com a ONU Turismo e com a organização responsável pelo Fórum Global do Turismo, faltando apenas a definição das datas para a realização do evento.

Durante a cimeira, Moçambique apresentou as suas potencialidades turísticas, incluindo os cerca de 2.700 quilómetros de costa, ilhas paradisíacas, áreas de conservação, parques nacionais e um vasto património histórico e cultural.

Daniel Chapo reiterou que o turismo constitui uma das apostas estratégicas do Governo para diversificar a economia nacional, actualmente dependente das receitas provenientes da indústria extractiva e dos hidrocarbonetos.

O Presidente destacou ainda as reformas em curso para dinamizar o sector, incluindo a transformação do Instituto Nacional do Turismo (INATUR) em Agência Nacional para o Desenvolvimento Integrado do Turismo (ANDITUR), entidade que passará a gerir os activos do Estado no sector e a promover parcerias público-privadas.

Na área da facilitação do investimento, Chapo apontou avanços na emissão electrónica de vistos e revelou que o Governo está a estudar novos mecanismos para atrair investidores, entre os quais a introdução do denominado «Visa Gold», destinado a investidores estrangeiros.

À margem da cimeira, o Presidente reuniu-se com diversos empresários e investidores internacionais que manifestaram interesse em desenvolver projectos nos sectores do turismo, agro-indústria, infra-estruturas, logística e energia em Moçambique.

O Chefe do Estado manteve igualmente um encontro com o Presidente angolano, João Lourenço, durante o qual foram analisadas formas de reforçar a cooperação económica e comercial entre os dois países, incluindo a expansão das ligações aéreas entre Maputo e Luanda.

Para Daniel Chapo, a realização do Fórum Global do Turismo em Moçambique poderá contribuir para atrair mais investimento estrangeiro, impulsionar o crescimento económico, criar emprego para os jovens e mulheres e reforçar a projecção internacional do país.

O Presidente considera que a realização do evento poderá igualmente consolidar a posição de Moçambique como um dos principais destinos turísticos de África, reforçando a sua visibilidade junto de investidores e operadores turísticos internacionais.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta quinta-feira que os contactos e parcerias estabelecidos durante a Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, realizada em Luanda, representam um passo significativo no reforço da diplomacia económica de Moçambique e na atracção de investimento estrangeiro.

Falando em conferência de imprensa de balanço da sua participação no evento, o Chefe do Estado classificou a visita como “extremamente positiva e produtiva”, sublinhando que os resultados obtidos reforçam a estratégia nacional de diversificação económica e promoção do turismo como sector prioritário.

Chapo destacou que a participação na cimeira permitiu consolidar a visão de Moçambique sobre o turismo como motor de desenvolvimento, com forte impacto na criação de emprego e inclusão social, sobretudo para jovens e mulheres.

“Temos afirmado reiteradamente que a nossa visão é evitar que a economia fique excessivamente dependente de determinadas receitas, apostando na diversificação económica”, afirmou o Presidente.

O Chefe do Estado sublinhou que o turismo foi identificado como um dos sectores com maior potencial de crescimento, tendo em conta a vasta riqueza natural e cultural do país, incluindo os cerca de 2.700 quilómetros de costa, parques nacionais, ilhas e áreas de conservação.

Segundo o Presidente, existe uma convergência crescente entre países africanos e parceiros internacionais quanto à necessidade de reforçar o investimento no sector turístico, de modo a aumentar a competitividade do continente como destino global.

Chapo destacou ainda a experiência de Angola no processo de diversificação económica, afirmando que o país vizinho tem vindo a reduzir a dependência do petróleo através do investimento em sectores como agricultura, turismo, transportes e logística.

Encontros com investidores e instituições internacionais

À margem da cimeira, o Presidente da República manteve encontros com investidores e instituições internacionais, incluindo representantes de organizações do sector do turismo e grupos empresariais interessados em investir em Moçambique nas áreas de infra-estruturas, logística, energia e agro-indústria.

Entre os contactos realizados, destacam-se reuniões com dirigentes de empresas e fundos de investimento dos Emirados Árabes Unidos, bem como com grupos internacionais ligados ao desenvolvimento de projectos estruturantes.

Segundo o Chefe do Estado, estas interacções deverão ser acompanhadas por instituições nacionais como a APIEX e o Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos, em coordenação com os ministérios sectoriais, para garantir a materialização dos projectos anunciados.

Durante a visita, Daniel Chapo reuniu-se também com o Presidente angolano, João Lourenço, tendo ambos reafirmado o compromisso de reforçar a cooperação económica e comercial entre os dois países.

Um dos pontos abordados foi o aumento das ligações aéreas entre Luanda e Maputo, actualmente com cinco voos semanais, com perspectivas de evolução para ligações diárias, visando facilitar o fluxo de negócios e turismo.

O Presidente abordou igualmente a questão da segurança em Cabo Delgado, sublinhando que a situação está circunscrita a algumas zonas da província e que as Forças de Defesa e Segurança continuam a trabalhar com apoio de parceiros internacionais para conter a ameaça.

Chapo defendeu que a estabilidade é um factor essencial para a atracção de investimento e para o desenvolvimento sustentável do país, assegurando que Moçambique mantém condições para continuar a receber projectos de grande dimensão.

No balanço final, o Chefe do Estado reiterou que a diplomacia económica activa constitui uma prioridade do Governo, orientada para a criação de emprego, expansão do investimento privado e aceleração do desenvolvimento económico sustentável.

“Consideramos que esta visita foi extremamente positiva e produtiva”, concluiu o Presidente, destacando os resultados alcançados como um reforço da estratégia nacional de crescimento e internacionalização da economia moçambicana.

 

PR defende em Luanda o turismo como pilar da diversificação económica de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quinta-feira, em Luanda, a necessidade de transformar o turismo num dos principais motores da diversificação económica de Moçambique, reduzindo a dependência do país das receitas provenientes do gás natural.

A posição foi apresentada durante o painel de Diálogo Presidencial da Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, sob o lema “Moldando o Futuro do Turismo em Destinos Emergentes”, onde o Chefe de Estado destacou o potencial turístico e natural do país como eixo estratégico de desenvolvimento.

Chapo sublinhou que Moçambique dispõe de cerca de 2.700 quilómetros de costa, além de vastas áreas de elevado valor ecológico e turístico, que podem ser exploradas de forma sustentável para impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego.

Diversificação para além do gás natural

O Presidente reconheceu a importância dos grandes projectos de gás natural liquefeito em carteira, avaliados em dezenas de milhares de milhões de dólares, envolvendo empresas como a ENI, TotalEnergies e ExxonMobil, mas enfatizou que o futuro económico do país não deve depender exclusivamente do sector extractivo.

“Nós não queremos concentrar-nos apenas no gás. Queremos diversificar a nossa economia”, afirmou Daniel Chapo.

Segundo o Chefe do Estado, a estratégia do Governo passa por equilibrar o investimento em hidrocarbonetos com o desenvolvimento de sectores como o turismo, agricultura e serviços, considerados mais inclusivos em termos de geração de emprego.

Infra-estruturas e conectividade como prioridade

Chapo apontou o desenvolvimento de infra-estruturas básicas como condição essencial para a expansão do turismo, incluindo estradas, corredores de desenvolvimento e acesso regular a água e energia, de modo a tornar as zonas de interesse turístico mais atractivas para o investimento privado.

O Presidente revelou ainda que o Governo está a trabalhar na definição de um plano específico para áreas com maior potencial turístico e ecológico, com enfoque na organização territorial e melhoria das condições de acesso.

Outro desafio destacado foi a conectividade aérea no continente africano, que, segundo o estadista, continua limitada e pouco eficiente, dificultando o fluxo turístico entre países.

Chapo saudou a ligação aérea Luanda–Maputo, mas defendeu o reforço das rotas regionais na SADC e maior cooperação entre países africanos, com apoio de instituições financeiras como o Banco Africano de Desenvolvimento.

Reformas e facilitação de investimento

Na sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu a simplificação de processos administrativos e a criação de um ambiente de negócios mais competitivo, incluindo a digitalização de serviços públicos e a facilitação na concessão de vistos.

Chapo chegou mesmo a sugerir a introdução de mecanismos de incentivo para grandes investidores, como os chamados “vistos dourados”, destinados a atrair capitais estrangeiros e promover a residência de investidores com impacto económico relevante.

Turismo como gerador de emprego inclusivo

O Presidente destacou ainda o impacto social do turismo, defendendo que o sector tem maior capacidade de inclusão económica em comparação com as indústrias extractivas.

“O turismo gera emprego desde a mulher que vende na rua até ao gestor de um hotel ou resort”, afirmou.

Segundo o estadista, esta característica torna o turismo um sector estratégico para a redução da pobreza e para a criação de oportunidades em diferentes níveis da sociedade.

Segurança e imagem internacional

Chapo abordou igualmente a questão da segurança em Cabo Delgado, sublinhando que a situação não deve ser generalizada a todo o território nacional e que o país continua a registar avanços na estabilização da província.

O Presidente afirmou ainda que projectos de grande dimensão no sector energético têm vindo a retomar, reforçando a confiança dos investidores internacionais na economia moçambicana.

Integração africana no centro da visão

No encerramento da sua intervenção, o Chefe do Estado defendeu uma maior integração económica africana, apelando à remoção de barreiras comerciais e ao reforço da Zona de Comércio Livre Continental Africana como instrumento de desenvolvimento do continente.

Chapo manteve ainda encontros com o Presidente angolano, João Lourenço, centrados no reforço da cooperação bilateral, incluindo a expansão de ligações aéreas e a articulação entre fundos soberanos e empresas estatais dos dois países, com vista ao fortalecimento das parcerias económicas regionais.

Um grupo de deputados membros do Gabinete da Juventude Parlamentar da Assembleia da República (AR) manifestou-se preocupado com o baixo nível de reembolso dos valores concedidos aos jovens através do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis (FAIJ), uma situação que compromete a possibilidade de mais jovens beneficiarem desta iniciativa para a criação de renda.

Esta preocupação foi manifestada esta quinta-feira durante um encontro de trabalho que o grupo manteve com o Governo do Distrito de Inharrime, tendo-o incentivado a reforçar as acções de sensibilização junto dos mutuários, de modo a garantir o cumprimento dos reembolsos para a sustentabilidade do FAIJ.

“Quando não há reembolso dos valores concedidos há impedimento que outros jovens possam beneficiar destes valores, comprometendo desta feita o principal objectivo da iniciativa em ajudar mais jovens a criar mais empregos e renda para o seu sustento”, disse o Presidente do Gabinete da Juventude Parlamentar, Inocêncio Fani.

O deputado Fani alertou ao Governo de Inharrime para a necessidade de privilegiar o incentivo de mais associações juvenis produtivas para que a iniciativa consiga abranger mais jovens e não apenas jovens singularmente.

Na ocasião, a Directora Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia, Maria Ana Ernesto Cambula, assegurou que o governo está a desencadear acções tendentes a sensibilizar os mutuários para o devido reembolso dos financiamentos, tendo sublinhado que “este programa, os mutuários reembolsaram 35.500 meticais e falta por reembolsar 326.100 meticais”.

Cambula partilhou com os jovens deputados que o Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL) beneficiou 30 indivíduos dos 15 são mulheres e 15 jovens num valor de 1.500.000 de meticais, dos quais 12 iniciaram com o reembolso, cujo valor totaliza 97.817 de meticais.

No que concerne aos desafios do distrito, concretamente nos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia, Cambula relatou a exiguidade e/ou demora na libertação de fundos para a execução de algumas actividades e a falta de oportunidades de emprego para a juventude.

“Neste sentido estamos a sensibilizar a comunidade que vive na periferia da Vila de Inharrime para disponibilizar mais espaços para expansão da habitação de jovens e interagir com eles para abandonarem o consumo de álcool e drogas”, disse Cambula.

A Directora Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Inhambane sublinhando ainda que o sector que dirige se desdobra na criação de parcerias para alcançar a independência financeira, através do auto-emprego e alocar os serviços básicos no povoado do Ngulela de modo a acomodar os jovens naquela zona de expansão.

Dados apresentados pelo Governo de Inharrime indicam que o Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia, no âmbito da implementação do FAIJ, financiou de 2014 e 2018 um total de 17 projectos num valor global de 361.500 meticais, dos quais 12 beneficiaram homens e os restantes 05 são mulheres.

Ainda no Distrito de Inharrime, os deputados membros do Gabinete da Juventude Parlamentar reuniram-se com os jovens para uma reflexão sobre os problemas e avanços da juventude a nível daquele ponto do País.

Os secretários-gerais da FRELIMO e do Congresso Nacional Africano (ANC) reafirmaram esta quinta-feira o compromisso de reforçar as relações históricas entre os dois partidos e de consolidar a cooperação entre Moçambique e África do Sul, defendendo uma resposta conjunta aos desafios sociais, políticos e económicos que afectam ambos os países.

O encontro teve lugar na cidade de Maputo, após uma visita do secretário-geral do ANC, que também prestou homenagem aos Heróis Nacionais moçambicanos antes de se deslocar à sede da FRELIMO para a reunião de trabalho com a direcção do partido no poder.

Segundo os dois dirigentes, a relação entre a FRELIMO e o ANC continua a desempenhar um papel fundamental na promoção da solidariedade entre os dois povos e na coordenação de posições comuns face a desafios regionais.

A visita decorreu num contexto marcado por episódios de xenofobia na África do Sul, tema que esteve em destaque nas conversações entre as duas delegações. As lideranças partidárias manifestaram preocupação com o impacto destes fenómenos nas relações entre os dois países vizinhos.

O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, sublinhou que os dois partidos estão alinhados na condenação de actos de discriminação e violência contra cidadãos estrangeiros, considerando que tais práticas prejudicam a coesão regional e a convivência entre povos irmãos.

Por seu turno, o secretário-geral do ANC destacou os ganhos económicos resultantes da cooperação entre Moçambique e África do Sul, sublinhando a interdependência entre as duas economias em sectores estratégicos.

“As nossas economias estão ligadas. A energia de Cahora Bassa, o alumínio da Mozal, o gás e energia, os portos e logística, a agricultura e o turismo”, afirmou.

O dirigente sul-africano defendeu ainda a necessidade de avançar para uma nova fase da cooperação bilateral, centrada na industrialização e na transformação de matérias-primas, de modo a aumentar o valor acrescentado das economias nacionais.

Segundo o responsável, os dois países devem apostar na criação de cadeias produtivas integradas, reduzindo a dependência da exportação de produtos não transformados e promovendo o desenvolvimento industrial conjunto.

A reunião reforçou a ligação histórica entre a FRELIMO e o ANC, partidos que lideraram as lutas de libertação em Moçambique e na África do Sul, respectivamente, e que mantêm uma relação política de longa data baseada na solidariedade e cooperação.

Os dois lados coincidiram na necessidade de aprofundar a colaboração em áreas estratégicas e de continuar a trabalhar em conjunto para enfrentar desafios comuns, incluindo questões de desenvolvimento económico, integração regional e estabilidade social.

O encontro em Maputo é visto como mais um passo no reforço das relações entre os dois partidos e na consolidação da parceria entre Moçambique e África do Sul no contexto da África Austral.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou, nesta quarta-feira, condolências ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) pela morte do seu secretário das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, classificando o desaparecimento do dirigente angolano como uma “perda irreparável” para a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), para o povo moçambicano e para as históricas relações de amizade e cooperação entre Moçambique e Angola.

A manifestação de pesar ocorreu durante uma visita à sede do MPLA, em Luanda, onde o Chefe do Estado moçambicano se deslocou pouco depois de chegar à capital angolana para participar na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026. No local, Daniel Chapo transmitiu mensagens de solidariedade à direcção do partido, à família enlutada e ao povo angolano.

Segundo o Presidente da República, a notícia da morte de Manuel Augusto provocou profunda consternação em Moçambique, sobretudo devido ao papel que desempenhou no fortalecimento das relações entre a FRELIMO e o MPLA, movimentos que estiveram na vanguarda das lutas de libertação nacional nos dois países.

“Para nós, foi um choque, como moçambicanos, e sobretudo como FRELIMO”, declarou Daniel Chapo.

O estadista destacou que Manuel Augusto era uma figura de referência na diplomacia angolana e um dos principais impulsionadores da cooperação política entre os dois partidos históricos, contribuindo para a consolidação dos laços bilaterais construídos ao longo de décadas.

“A perda do camarada Manuel Augusto, secretário das Relações Exteriores do MPLA, foi uma perda irreparável para nós, como Frente de Libertação de Moçambique, e para nós, como moçambicanos”, afirmou.

Durante a visita, Chapo recordou a longa trajectória de solidariedade entre Moçambique e Angola, países que conquistaram a independência em 1975 e que mantêm uma cooperação estreita em diversas áreas, incluindo política, economia, defesa e integração regional.

O Presidente sublinhou que a morte de Manuel Augusto representa, não apenas a perda de um dirigente político experiente, mas também de um interlocutor fundamental no aprofundamento das relações institucionais entre os dois Estados.

Ao evocar os seus encontros com o falecido dirigente, Chapo revelou que a última conversa entre ambos ocorreu em Maputo, onde discutiram mecanismos para reforçar a cooperação bilateral e fortalecer os vínculos entre os dois partidos no poder.

O Chefe do Estado revelou ainda que tomou conhecimento da morte de Manuel Augusto durante uma sessão do Conselho de Ministros, momento que descreveu como particularmente difícil para o Executivo moçambicano.

“Foi um grande choque para todos nós”, afirmou, acrescentando que acompanhava a evolução do estado de saúde do dirigente angolano, sem prever um desfecho tão repentino.

A reacção de Chapo evidencia o peso político de Manuel Augusto nas relações entre os dois países e a influência que exerceu ao longo de décadas na diplomacia angolana. O dirigente desempenhou vários cargos governamentais e partidários de relevo, tendo sido uma das figuras mais influentes da política externa de Angola.

Na mensagem deixada na sede do MPLA, o Presidente moçambicano apelou à preservação do legado político e patriótico de Manuel Augusto, defendendo que os seus ideais devem continuar a inspirar as novas gerações de angolanos e moçambicanos.

Para Daniel Chapo, a melhor homenagem ao dirigente passa pela continuidade dos valores que marcaram a sua trajectória, nomeadamente a defesa da paz, da independência nacional, da integridade territorial e da cooperação entre povos irmãos.

“Temos de continuar com os valores que o camarada Manuel Augusto sempre nos ensinou: preservar a paz, preservar a independência, preservar a integridade territorial e, sobretudo, lutarmos juntos como dois povos unidos e irmãos para o desenvolvimento dos nossos dois países”, concluiu.

A visita à sede do MPLA reafirmou os laços históricos entre Moçambique e Angola, num momento de luto para o partido angolano e para os sectores políticos que acompanharam o percurso de uma das figuras mais destacadas da diplomacia e da cooperação entre os dois países africanos.

Empresários angolanos e de outros países e organizações internacionais manifestam interesse em apoiar projectos em Moçambique nos sectores do turismo, infra-estruturas, indústria e formação profissional.

A participação do Presidente da República, Daniel Chapo, na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, em Angola, começou a produzir resultados concretos na promoção de Moçambique como destino de investimento e turismo.

Encontros realizados à margem do evento com representantes de organizações internacionais e líderes empresariais de Angola e dos Emirados Árabes Unidos (EAU) resultaram em manifestações de interesse para apoiar projectos estratégicos de desenvolvimento no País.

Entre os potenciais parceiros está a Organização Mundial do Turismo (ONU Turismo), cuja secretária-geral, Shaikha Al Nuwais, revelou a intenção de visitar Moçambique para aprofundar oportunidades de cooperação no sector turístico.

Segundo a responsável, durante o encontro com o Chefe do Estado, foram analisadas as prioridades do Governo para o desenvolvimento do turismo, com destaque para a valorização do potencial costeiro do País e para a necessidade de investir na formação de profissionais qualificados.

“Falámos sobre os seus planos para o turismo, e uma das questões que enfatizou foi a beleza da costa de Moçambique. Prometi-lhe que visitaria o País para ver como podemos ajudar”, afirmou Al Nuwais.

A dirigente acrescentou que a capacitação de recursos humanos figura entre as áreas prioritárias de cooperação entre a ONU Turismo e Moçambique, numa altura em que o País procura consolidar-se como um dos principais destinos turísticos da região.

Interesse dos Emirados Árabes Unidos

Outro sinal positivo veio dos Emirados Árabes Unidos, através do Grupo Mangrove Investment. O director-executivo da empresa, Christos Grigorakis, destacou o compromisso do seu País em apoiar a modernização das infra-estruturas moçambicanas, alinhando-se com os entendimentos alcançados entre os líderes dos dois Estados.

“Enquanto Emirados Árabes Unidos, estamos fortemente empenhados em ajudar Moçambique no desenvolvimento e transformação das suas infra-estruturas ao longo dos próximos anos”, declarou.

O responsável referiu que o grupo pretende mobilizar recursos para apoiar áreas consideradas prioritárias pelo Governo moçambicano, defendendo que o programa de governação apresentado por Daniel Chapo possui potencial para acelerar o desenvolvimento económico e social do País.

Grupo angolano prepara entrada em Moçambique

O sector empresarial angolano também demonstrou interesse em expandir operações para Moçambique. O presidente-executivo do Grupo OPAIA, Agostinho Kapaia, anunciou planos para estabelecer uma presença permanente no País, através da criação de um escritório e de uma empresa local.

A aposta deverá concentrar-se em áreas como construção civil, energia, águas, indústria e produção de fertilizantes, sectores considerados fundamentais para o crescimento económico moçambicano.

“Queremos abrir uma empresa em Moçambique e encontrar empresários moçambicanos para desenvolver parcerias”, afirmou o empresário.

Kapaia defendeu ainda o reforço da cooperação económica entre Angola e Moçambique, argumentando que os sólidos laços políticos entre os dois países devem traduzir-se em mais investimentos, negócios e oportunidades de desenvolvimento.

A agenda do Presidente Daniel Chapo em Luanda confirma a aposta da diplomacia económica como instrumento de captação de investimento estrangeiro e promoção das potencialidades nacionais.

O interesse demonstrado por instituições internacionais e investidores privados surge numa fase em que o Governo procura acelerar a implementação de projectos estruturantes e diversificar as fontes de financiamento para sectores estratégicos da economia.

Os contactos realizados na capital angolana reforçam as perspectivas de novas parcerias para o turismo, infra-estruturas e indústria, áreas apontadas como essenciais para impulsionar o crescimento económico, a criação de emprego e a melhoria das condições de vida da população moçambicana.

O Governo de Moçambique e a União Europeia reafirmaram o seu compromisso com o aprofundamento da cooperação bilateral durante a 4.ª Sessão do Diálogo de Parceria, marcada por um balanço positivo das relações entre as duas partes e pela identificação de áreas estratégicas para o reforço da colaboração.

Na sua intervenção, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação destacou a presença da Embaixadora da União Europeia em Moçambique, Patrícia Llombart, considerando que a sua participação “reafirma as boas relações entre a República de Moçambique e a União Europeia”.

Segundo a governante, a presença da diplomata europeia testemunha “o compromisso contínuo da União Europeia com o fortalecimento da nossa parceria estratégica, assente no diálogo franco e construtivo, na confiança mútua e na prossecução de objectivos comuns de paz, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade”.

A Ministra salientou igualmente o envolvimento activo de Moçambique nos mecanismos de diálogo previstos pelos sucessivos acordos que regulam as relações entre as partes, sublinhando que o país tem demonstrado “um firme compromisso com a concertação, a cooperação e a busca de soluções conjuntas para os desafios comuns”.

Na ocasião, foi igualmente destacado que Moçambique assinou e ratificou o Acordo de Samoa, instrumento que constitui a base legal para os Diálogos de Parceria entre a União Europeia e os países da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).

Outro ponto assinalado foi a realização recente do 2.º Fórum Global Gateway, em Maputo, considerada uma demonstração das boas relações entre Moçambique e a União Europeia. A Ministra referiu que esta iniciativa reflecte «a ambição da União Europeia em promover parcerias sustentáveis, mutuamente benéficas e orientadas para resultados concretos».

Para Moçambique, acrescentou, o Global Gateway representa uma oportunidade estratégica para impulsionar investimentos em infra-estruturas resilientes, energia, corredores logísticos, conectividade digital, educação e capacitação de recursos humanos, contribuindo para a transformação estrutural da economia nacional.

Durante a sessão, o Governo moçambicano reconheceu ainda o apoio da União Europeia aos esforços de desenvolvimento do País, nomeadamente nas áreas do crescimento económico, fortalecimento institucional, boa governação e inclusão social.

A Ministra aproveitou igualmente a ocasião para prestar reconhecimento ao Embaixador Antonino Maggiore, que participou no seu último Diálogo de Parceria antes do termo da sua missão em Moçambique. Segundo afirmou, será oportunamente realizada uma despedida institucional em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do seu mandato.

No domínio da paz e segurança, o Governo manifestou apreço pelo apoio europeu ao reforço das capacidades das Forças de Defesa e Segurança, considerando que esta assistência tem sido relevante para os esforços de estabilização das zonas afectadas pelo terrorismo, para a protecção das populações e para a criação de condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável.

A governante destacou ainda a importância da abordagem integrada da União Europeia, que reconhece a ligação entre segurança, desenvolvimento e resiliência das comunidades, factores considerados essenciais para a consolidação de uma paz duradoura.

A encerrar a sua intervenção, a Ministra manifestou confiança nos resultados da reunião, afirmando que estes contribuirão para “elevar ainda mais o nível da cooperação entre Moçambique e a União Europeia, consolidando uma parceria cada vez mais sólida, dinâmica e orientada para benefícios concretos para os nossos popovos”.

A segunda edição de um estudo sobre as preocupações dos cidadãos dos países lusófonos pretende cobrir também a Guiné Equatorial e a região chinesa de Macau, disse esta quarta-feira à Lusa o director executivo da iniciativa.

O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Económicas, com sede em São Paulo, no Brasil, divulgou o primeiro Barómetro da Lusofonia no final de Janeiro, em Lisboa, na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O estudo bienal, coordenado pelo cientista político brasileiro Antonio Lavareda, reuniu as percepções dos cidadãos de oito dos nove Estados-membros da CPLP sobre 25 indicadores.

A Guiné Equatorial foi a excepção, explicou o director executivo do Barómetro da Lusofonia, Marcelo Pimentel, devido aos “problemas de democracia que existem lá” e a “um problema logístico”.

“A gente não conseguiu um instituto de pesquisas que pudesse abraçar o projecto”, lamentou o brasileiro, que é também professor da Universidade de Taubaté, no estado de São Paulo.

Pimentel recordou que questões políticas também obrigaram ao cancelamento da apresentação dos resultados do inquérito na Guiné-Bissau: “Logo em seguida houve o golpe de Estado e nós cancelámos a pedido da CPLP”.

A Guiné-Bissau está suspensa da CPLP desde o golpe militar de 26 de Novembro de 2025, que interrompeu as eleições, depôs o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e levou à detenção do líder da oposição, Domingos Simões Pereira.

A recolha de inquéritos para a segunda edição do Barómetro da Lusofonia deve arrancar na segunda metade de 2027, para ser apresentada no ano seguinte, e Marcelo Pimentel disse que pretende incluir a Guiné Equatorial e Macau.

O académico falava à margem do último dos três dias do 35.º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que decorreu na região chinesa.

“Acredito que a pesquisa pode, inclusive, trazer alguns elementos importantes que possam servir de parâmetro, tanto para o Governo de Macau, como para a CPLP olhar para Macau com outros olhos”, disse Pimentel.

“Macau reveste-se de um elemento fundamental da integração da China com os países de língua portuguesa”, acrescentou o investigador.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau.

O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial.

A saúde, a educação e o desemprego foram considerados os principais problemas pelos cidadãos dos países de língua portuguesa, na primeira edição do Barómetro da Lusofonia.

“A saúde lidera as preocupações dos cidadãos da lusofonia, com 53% das respostas, seguida da educação, com 43%, e do desemprego, com 34%”, de acordo com os dados.

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