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Polícia desconhece paradeiro de Mariano Nhongo

Foto: O País

A Polícia da República de Moçambique (PRM) não sabe onde está Mariano Nhongo e, por questões de segurança, nega a dizer se as bases da Junta Militar da Renamo estão ou não activas em Sofala e Manica. A PRM deteve, ainda, um indivíduo que se fazia passar pelo líder da Junta Militar da Renamo para falar com o Presidente da República.

Há muito não se ouvem sons de tiros, muito menos relatos sobre ataques armados nas províncias de Sofala e Manica, que eram perpetrados pela autoproclamada Junta Militar da Renamo, mas tal não significa que o seu líder, Mariano Nhongo, esteja nas mãos da Polícia.

“As Forças de Defesa e Segurança estão a trabalhar no sentido de localizar Mariano Nhongo e queremos aproveitar esta oportunidade para apelar ao cidadão Mariano Nhongo para que, de forma consciente e responsável, adira ao processo DDR, visando a pacificação do nosso país”, indicou Orlando Mudumane, porta-voz do Comando-geral da Polícia da República de Moçambique.

Sobre se as bases da Junta Militar da Renamo estão ou não activas, Mudumane disse que este assunto “faz parte da estratégia de investigação das Forças de Defesa e Segurança”.

Mariano Nhongo ainda não está nas mãos da PRM, mas há um homem que se fez passar por ele para, segundo as suas palavras, ter acesso ao Presidente da República.

“Fiz isso porque vi que Mariano Nhongo é a figura do cartaz e fiz-me passar por ele para chamar a atenção das autoridades no sentido de me localizarem. Aliás, mesmo que me coloquem algemas e me torturem, eu não hei-de fugir. A única coisa que posso dizer é just do it, apenas façam isso, mas o que quero é falar com o meu pai da Nação (Presidente da República)”, justificou Mário Chichava, homem que se fez passar por Mariano Nhongo, de consciência aparentemente tranquila.

É natural de Sofala e já esteve, muitas vezes, na cidade de Maputo para, em nome de Nhongo, pedir dinheiro a várias pessoas. Até ao dia da sua detenção, tinha conseguido, pelo menos, 50 mil meticais.

“Se cheguei ao estágio de pedir dinheiro, era uma forma de persuadir para que a situação tivesse mais peso, acrescendo ao facto de eu me fazer passar por Nhongo, para garantir que o sistema de telecomunicações chegasse até a mim”, desenvolveu.

Detido no dia 22 de Agosto, o senhor, de 38 anos de idade, usava o celular e outras plataformas para conseguir dinheiro, assim como pressionar o diálogo com o Governo. “As Forças de Defesa e Segurança condenam e repudiam, veementemente, estas atitudes de indivíduos que perturbam os esforços em curso, visando a pacificação do país e aproveitam-se do sofrimento do povo decorrente dos actos bélicos e criminosos cometidos por homens armados chefiados por Mariano Nhongo para o benefício próprio”, reprovou Orlando Mudumane, porta-voz do Comando-geral da Polícia da República de Moçambique.

O suspeito sublinhou não ter nenhuma relação com a autoproclamada Junta Militar da Renamo, muito menos com o seu líder, Mariano Nhongo.

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