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PME moçambicanas fecharam negócios no valor de USD 549.2 milhões

As Pequenas e Médias Empresas (PME) conseguiram um volume de negócios na ordem de 549.2 milhões de dólares, resultante da prestação de serviços às multinacionais da indústria extractiva em 2018.
 
Um total de 365 PME moçambicanas foram contratadas pelas multinacionais da indústria extractiva no ano passado, para fornecerem bens e serviços. O número de empresas contratadas representa um crescimento de 68% em relação ao registo de 2017.

Esses contratos resultaram num volume de negócios de cerca de USD 549.2 milhões em 2018, contra USD 97 milhões, um aumento em cerca de 466%, indica a Conta Geral do Estado.

No período em análise, constatou-se que a Sasol, Mozal, Areias Pesadas de Moma, Jindal Africa e a ICVL Benga, obtiveram lucros que totalizaram 282,52 milhões de dólares. No sentido inverso os projectos de Minas de Revúboe, Vale Moçambique, MidWest Africa e Ncondezi registaram um prejuízo no valor de 1.089,72 milhões de dólares.

No global, as empresas deste ramo de actividade tiveram um prejuízo na ordem de 807,2 milhões de dólares, refere a CGE de 2018, consultada pelo “O País”.
Relativamente à contribuição para a receita do Estado, este grupo canalizou cerca de 175,7 milhões de dólares em 2018, equivalentes a 5% da receita total cobrada, o que corresponde a um decrescimento de 3,7% face ao anterior.
Durante o ano de 2018, os empreendimentos da indústria extractiva empregaram 6.280 trabalhadores, contra 6.268 trabalhadores em 2017, o que corresponde a um aumento de 0,2%. 

Do total dos trabalhadores em 2018, cerca de 5.804 são nacionais e 476 são estrangeiros. O sector mineiro foi o que mais trabalhadores empregou num total de 4.971, o que corresponde a 79,2% do total dos trabalhadores.

 

 

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