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PMA disponibiliza apoio técnico ao INGC para a próxima época chuvosa

PMA disponibiliza apoio técnico ao INGC para a próxima época chuvosa

O Programa Mundial para a Alimentação (PMA) vai prestar apoio técnico e operacional ao Instituto Moçambicano de Gestão das Calamidades (INGC) sobretudo para a época chuvosa que inicia em Outubro próximo.

Orçado em cerca de 166 mil dólares americanos, e a ser executado nos próximo doze meses, o apoio visa, essencialmente, prestar assistência humanitária, preparar o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), o órgão operativo do INGC, para dar uma resposta eficiente à emergências, sistemas de aviso prévio, incluindo monitoria da segurança alimentar.

Além de oferecer nove veículos aéreos não tripulados, ou seja drones, e computadores, o PMA garante formar pelo menos 38 técnicos do INGC no manuseamento, levantamento, análise e processamento de dados espaciais em seus aplicativos. O apoio inclui, igualmente, o fornecimento de material e mapeamento de áreas de risco a desastres naturais em oito distritos que se localizam ao longo da bacia do Licungo, província central da Zambézia.

Com efeito, um memorando nesse sentido foi assinado nesta quinta-feira, em Maputo, pelo director – geral adjunto do INGC, Osvaldo Machatine, e pelo representante do PMA em Moçambique, Karin Manente.

Falando em conferência de imprensa, após rubricar o documento, Machatine disse que com o apoio fica fortalecida a capacidade institucional para dar resposta às calamidades, sobretudo em épocas em que o clima se torna vulnerável.

“O equipamento não só vai ser manuseado pelos técnicos do INGC mas também por técnicos sectoriais”, disse Machatine, acrescentado que a formação deverá ser assistida directamente pelo PMA.

Disse ainda que os formados deverão expandir seus conhecimentos a escala nacional caso do trabalho de elaboração de mapas e de levantamento de dados em tempo real. A fonte afirmou que a acção permitirá uma recolha de informação mais eficiente e próxima da realidade, o que, explicou, vai influenciar na tomada de decisões atempadas e acertadas.

Por seu turno, Manente disse que o acordo assinado constitui uma prova inequívoca do compromisso que o PMA tem com o Governo moçambicano. Fez referência a aplicação dos drones, em como que deverão ajudar a garantir informações mais fiáveis e precisas para salvar vidas, uma vez ser mandato não negociável das Nações Unidas ‘Não Deixar Ninguém para Trás’.

“Além de assegurar que as pessoas vulneráveis recebam assistência, mesmo em tempos de crise, o uso desta tecnologia vai melhorar ainda mais as respostas coordenadas”, disse.

A representante do PMA em Moçambique reconhece a vulnerabilidade a desastres naturais, por isso, no âmbito do seu novo Plano Estratégico Nacional de cinco anos para Moçambique, o PMA “reforça o compromisso de manter uma colaboração técnica e operacional contínua com o INGC em áreas-chave de assistência humanitária”.

No entanto, sobre o nível de preparação para a época chuvosa, Machatine garante que tudo depende do próximo encontro sectorial, a realizar – se em Setembro, em Maputo.

“Está para breve o encontro para a antevisão da época chuvosa”, vincou, manifestando desejo de o Instituto Nacional de Meteorologia apresentar dados que correspondam a um plano de contingência viável.

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