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PMA apoia pequenos agricultores com medidas de resiliência climática para a campanha agrícola 2021-2022

Foto: MADER

O Programa Mundial para a Alimentação (PMA), em parceria com o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e parceiros locais, está a apoiar a preparação de extensionistas e pequenos agricultores para a próxima campanha agrícola com medidas de resiliência climática nas províncias de Gaza, Tete e Sofala. Espera-se que os agricultores consigam ser mais resilientes para proteger os seus meios de subsistência frente aos choques climáticos na campanha agrícola 2021-2022.

Cerca de 130 extensionistas dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE) e dos parceiros de cooperação (Action Aid, CCM, Kulima, ACEAGRARIOS, ADRA) foram capacitados com medidas de resiliência climática rural. Os extensionistas são os multiplicadores do conhecimento e estão a treinar aproximadamente 10 mil pequenos agricultores naquelas províncias.

Entre os meses de Agosto e Outubro, os extensionistas e pequenos agricultores de Gaza, Tete e Sofala receberam treinamentos sobre boas práticas de agricultura, assim como medidas de resiliência climática.

As medidas de resiliência climática incluem a partilha de informações climáticas e interpretação das previsões meteorológicas recebidas pelo INAM e disseminadas pelas rádios locais a fim de mitigar os riscos de desastres e adaptar as actividades rurais, o mapeamento dos recursos disponíveis, a selecção de culturas mais apropriadas, o manejo de pragas, entre outras actividades.

“Esperamos que este programa de resiliência ajude a reduzir as perdas agrícolas e proteja a segurança alimentar e os meios de subsistência de mais de 50 mil pessoas”, disse Pierre Lucas, director nacional adjunto do PMA.

A metodologia utilizada pelos extensionistas e pequenos agricultores para a resiliência climática é chamada Serviços Climáticos Integrados Participativos para a Agricultura (PICSA, na sigla em inglês), que apoia os produtores na tomada de decisões informadas pelo clima, desenvolvida pela Universidade de Reading e implementada pelo PMA há dois anos em Moçambique.

“O nosso objectivo é que as agricultoras e os agricultores sejam mais resilientes às mudanças climáticas, controlando melhor o risco ligado ao clima”, acrescentou Lucas.

Uma consulta após a colheita passada com 340 agricultores com treinamento da metodologia revelou que 80% considerou a aprendizagem útil para o planeamento e tomada de decisão. Quase todos os entrevistados (96%) adaptaram a sua forma de cultivar, com mudanças de culturas, de data de plantio e alterações no manejo do gado. A maioria dos agricultores considerou-se mais capacitada para lidar com os desafios ligados ao clima (72%) e que os resultados trouxeram melhoria na sua segurança alimentar (71%) e renda (67%).

A iniciativa para a resiliência dos pequenos agricultores moçambicanos acontece graças a parceiros como a FAO no projecto Ação Pró-Resiliência (PRO-ACT), financiado em USD três milhões pela União Europeia. E também é aplicada a outros projectos do PMA financiados pela Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA) em USD 5,7 milhões, a Agência Flamenga de Cooperação Internacional (FICA) em USD 2,5 milhões e o Green Climate Fund (GCF) em USD 9,25 milhões.

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