O País – A verdade como notícia

PM insta países da SADC a reinventarem-se face à COVID-19 durante eleições

Foto: O País

Os países da SADC estão reunidos, esta quarta e quinta-feira, virtualmente, na 23ª Conferência Anual do Fórum das Comissões Eleitorais.

Por conta da pandemia da COVID-19, que continua a merecer atenção do mundo, o lema da reunião anual dos países da SADC  é “Realização de Eleições no Contexto da COVID-19”.

Segundo o representante do PNUD, Andres Del Castillo, o lema foi proposto pelo facto de a pandemia ter paralisado vários sectores, com destaque para as eleições, colocando limitações nas campanhas eleitorais, impedindo assim, o habitual contacto frente a frente com o eleitor, bem como, a realização de eventos de divulgação dos programas governativos.

É por isso, que durante a abertura da conferência, o Primeiro-Ministro Carlos Agostinho do Rosário pediu, que durante o evento sejam discutidas soluções que possam fazer face à COVID-19 durante as eleições, para que as mesmas sejam realizadas num ambiente em que não haja risco para a propagação da doença.

Visto que, segundo o governante, os processos eleitorais têm sido caracterizados pela afluência dos cidadãos em todas as fases, desde o recenseamento, a campanha eleitoral, votação e comemorações dos resultados.

“Esperamos que os órgãos eleitorais da SADC encontrem soluções, através da partilha de conhecimentos e de troca de experiências para que os processos eleitorais se realizarem nos próximos anos, em alguns dos nossos países, não coloquem em risco a saúde dos agentes eleitorais e dos eleitores, assim como garantam a credibilidade e integridade destes pleitos”, desejou Do Rosário.

Disse que a COVID-19 proporcionou a tecnologia ao serviço da democracia, num contexto em que os candidatos buscam visibilidade perante os eleitores, e os eleitores buscam conhecer os candidatos e o programa de governação pelos quais se identifiquem. Mas chamou atenção, que na mesma medida em que desempenha um papel importante, as mesmas servem como um meio para a disseminação de notícias falsas, chamadas também de fake news.

Segundo o ministro, a disseminação desse tipo de informação tem consequências negativas, como o caso da interferência negativa nas escolhas dos potenciais eleitores e afecta a credibilidade do processo.

“Perante este cenário, é fundamental que os nossos cidadãos estejam atentos e saibam distinguir entre informação veiculada por órgãos de comunicação social credíveis e as falsas informações que são postas a circular”, disse e acrescentou O governante acrescentou que “para se ultrapassar estes desafios que decorrem da circulação de falsas informações, os órgãos eleitorais da SADC são chamados a estabelecer mecanismos educativos de forma a dotar os cidadãos dos nossos países de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para identificar e proteger-se das chamadas fake news“.

Além da discussão desses pontos, Carlos Agostinho do Rosário quer ainda o desenvolvimento de leis sobre gestão eleitoral, o desenvolvimento de programas de educação cívica eleitoral, a facilitação do acesso e partilha de experiências, investigação e Tecnologia e a elaboração de diretrizes para a resolução de disputas eleitorais.

Partilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos