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Plataforma Makobo investe na reconstrução da Ilha de Moçambique

A plataforma Makobo, em parceria com a Associação dos Pequenos Empresários Turísticos da Ilha de Moçambique, lançou a campanha Coração Solidário Ilha de Moçambique para ajudar a reconstruir aquela parcela de Nampula, afectada pelo Ciclone Gombe.

Há duas semanas, o Ciclone Tropical Gombe deixou marcas de destruição no Norte do país. Esse não foi o primeiro e, provavelmente, não é o último evento natural a criar sequelas ao longo do território nacional. Se em 2019 o Idai destrui sobretudo a Cidade da Beira, desta vez, Gombe dizimou a Ilha de Moçambique.

Segundo disse Soraia Abdula, em representação da plataforma Makobo, durante o ciclone, 2223 casas ficaram completamente destruídas, 1438 casas parcialmente destruídas e mais de 7 mil pessoas foram afectadas. “O que ciclones como Gombe, Ana, Idai fazem é destapar a situação precária em que vive a maioria dos moçambicanos neste país e expor a fragilidade de Moçambique, enquanto nação e enquanto sociedade. Devemos e podemos fazer mais”.

E a propósito de fazer mais, na voz de Soraia Abdula, aquele verbo tem muita acção. Tanto que, um dia depois do ciclone Gombe, foi lançada pela plataforma Makobo, em parceria com a Associação dos Pequenos Empresários Turísticos da Ilha de Moçambique, Apetur, a campanha Coração Solidário Ilha de Moçambique. A intenção de reconstruir os estragos causados pelo Gombe não ficaram por aí. Quatro dias depois, começaram a ser servidas refeições aos pacientes internados no Hospital da Ilha de Moçambique.

Às pessoas mais carenciadas, a plataforma Makobo distribuiu lonas, mas, segundo disse Soraia Abdula, ainda falta tudo. “As necessidades são muitas e as prioridades são urgentes e é preciso pensar agora e a longo prazo. Por isso queríamos aproveitar para reforçar a campanha Coração Solidário Ilha de Moçambique para as necessidade básicas e imediatas, de produtos alimentícios, medicamentos, materiais de construção e lançar o movimento Turismo de Reconstrução idealizado pelos operadores turísticos da Ilha de Moçambique que querem mostrar ao resto do país e ao mundo que a Ilha é de todos nós”.

Conforme defendeu Soraia Abdula, uma das formas de ajudar na reconstrução da Ilha de Moçambique é visitá-la, pois o turismo não só dinamiza a economia local, mas parte do valor da estadia será destinada à reconstrução das casas tradicionais de Macuti.

Soraia Abdula referiu-se ao projecto de apoio à Ilha de Moçambique durante o lançamento das comemorações dos 40 anos de carreira de Stewart Sukuma, esta quarta-feira, na sede do Moza Banco, em Maputo.

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