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Plataforma flutuante já está nas águas de Moçambique

Foto: Coral FLNG

A Plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito já está na Bacia do Rovuma. Chegou esta segunda-feira e espera-se que seja atracada no local de produção ainda esta semana, tal como soube o “O País” de fontes próximas ao projecto.

Chegou mais cedo do que o que se previa. A plataforma flutuante chegou nesta segunda-feira, 03 de Janeiro, às águas da Bacia do Rovuma, quando se esperava que fosse a 16 de Janeiro, 60 dias depois da sua partida da Coreia do Sul, a 16 de Novembro do ano passado.

O facto é que, segundo apurou o “O País”, o tempo foi mais tranquilo do que o que tinha sido previsto e isso facilitou que os três rebocadores fizessem o transporte da plataforma em menos tempo. A última paragem para abastecimento foi nas Maurícias, na semana passada. Isso tem impacto nas previsões de início da produção de gás natural na área 4 da Bacia do Rovuma.

Neste momento, segundo ainda o documento que temos vindo a citar, “decorre o processo de certificação do heliporto para permitir a aterragem e descolagem de helicópteros, que transportarão as equipas de apoio e trabalho.  Seguir-se-á a inspecção das várias componentes da plataforma, por uma equipa multissectorial, para aferir que estão assegurados, entre outros, os aspectos de saúde, segurança e ambiente e acauteladas as questões relacionadas com os planos de emergência e prontidão”.

O INP diz dz ainda que “após a conclusão da ancoragem, processo que inicia logo após a chegada da plataforma à área de produção, outra equipa multissectorial também liderada pelo INP vai efectuar uma vistoria à plataforma antes de proceder a emissão da Licença de Operação, em conformidade com o Regulamento de Licenciamento de Infraestruturas e Operações Petrolíferas. Prevê-se que esta acção ocorra até Abril do corrente ano”

Esperava que, até Junho, a plataforma fosse estabilizada na área de exploração por amarração a 20 cabos principais, implantados a 2000 metros de profundidade, mas pode ser muito antes disso. Será ancorada a 50 quilómetros da costa de Cabo Delgado, onde vai produzir 3.4 milhões de toneladas de gás natural, anualmente, já a partir deste ano.

As previsões oficiais indicavam para o arranque da exploração de gás, através da Coral-Sul, a partir do segundo semestre, mas, ainda na Coreia do Sul, onde foi fabricada a plataforma, a ENI, que lidera o consórcio, já tinha adiantado a jornalistas que havia fortes possibilidades de ser antes disso.

Com o arranque da exploração, Moçambique deverá encaixar, em receitas para o Estado, 34.5 milhões de dólares, sendo que, quando se atingir o auge da arrecadação, o Estado poderá encaixar mais de 110 milhões anualmente.

Quando começar a produção normal, 270 pessoas deverão permanecer na plataforma por 28 dias e, depois disso, saem para dar espaço a um outro grupo. Porém, o navio-fábrica tem a capacidade de albergar 350 pessoas.

No total, a exploração de gás na parte OffShore da área 4 da Bacia do Rovuma vai empregar 800 pessoas, entre aquelas que ficarão directamente ligadas à produção e os trabalhadores dos escritórios em Pemba e Maputo.

Não há números precisos sobre quantos moçambicanos estão os trabalhadores, mas a ENI diz que a maioria da mão-de-obra é moçambicana e, à medida que o tempo for passando, vão-se substituindo os poucos estrangeiros pelos nacionais.

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