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Plataforma flutuante de produção de gás entregue a Moçambique

Foto: O País

O Presidente da República recebeu, esta manhã, a plataforma de produção de gás natural do projecto Coral Sul, produzido pela divisão industrial da Samsung, na Coreia do Sul. A plataforma, chamada Coral Sul, deverá partir amanhã, 16 de Novembro, para Cabo Delgado e vai levar 60 dias até chegar a Moçambique.

O Consórcio Concessionário da Área 4 da Bacia do Rovuma, na parte offshore, registou um dos mais históricos momentos do seu projecto de exploração de gás natural em Cabo Delgado: a entrega oficial da plataforma que vai produzir 3.4 milhões de toneladas anuais a partir do próximo ano.

Trata-se de uma infraestrutura que pesa 220 mil toneladas, tem 432 metros de cumprimento, 66 de largura e 38.5 metros de profundidade. É a primeira plataforma flutuante na nossa região e tem a torre interna mais profunda do mundo. É a plataforma flutuante de gás natural que mais fundo vai do mundo. A nível da divisão industrial da Samsung, esta é a unidade naval número 2235.

O Presidente da República, no seu discurso, falou da importância deste passo para a exploração do gás natural de Moçambique e, consequentemente, para a economia do país.

“De um pequeno produtor, Moçambique passará a ser um actor relevante de gás natural liquefeito. Esperamos que num futuro próximo, sejam estimulados investimentos na infraestrutura nacional, mais empregos e disponibilidade de uma fonte de combustível para a geração de energia doméstica e industrialização de Moçambique, a petroquímica e outros produtos, resultando num novo dinamismo na economia que a queremos diversificada e robusta”, considerou o Presidente da República.

Num momento em que o mundo debate a necessidade de reduzir a emissão do carbono, o Presidente da República Coreana, Moon Jae-in, destacou que o uso de gás natural é o melhor caminho para a tão falada transição energética. “O gás natural liquefeito é o meio de produção de energia que menos emite carbono para a atmosfera, quando comparado com o carvão e o petróleo”, disse Jae-in.

O momento da entrega foi marcado pelo lançamento de fogos de artifícios, em uma celebração do que é a virada da história de Moçambique e coube à Primeira-dama de Moçambique, Isaura Nyusi, a missão de ser madrinha da plataforma. Nessa qualidade, ela fez votos solenes para que a unidade fabril tenha produção que se espera e que não tenha sobressaltos ao longo dos seus 25 anos de vida.

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