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Plano “o silenciar das armas até 2020” vai fracassar na União Africana

A União Africana reconhece fracasso no plano em referência, que tinha sido traçado para o silenciar das armas no continente até 2020. Moussa Faki, presidente da Comissão da União Africana, pede mais esforços para que haja o fim dos conflitos armados que mancham a África.

Em 2013, a União Africana adoptou um plano que visava o silenciar das armas até 2020. Oito anos depois, a organização reconhece que o plano falhou devido à violência armada que ainda prevalece em vários países do continente, tal é o caso de Moçambique, onde terroristas protagonizam ataques em Cabo Delgado, desde Outubro de 2017. Há ainda os ataques armados atribuídos à Junta Militar da Renamo, em Manica e Sofala.

Diante desta realidade, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki, afirma: “O ano transacto foi dedicado ao silenciar das armas em África. Mas, olhando para o ponto de situação agora, percorremos apenas meia distância”.

Moussa Faki, que falava durante a 38ª reunião do Conselho Executivo da União Africana, justificou a posição dizendo que no continente africano “ainda existem conflitos pós-eleitorais, situações de ataques de grupos armados e persistem casos de violação de direitos humanos”.

Para o dirigente, “os Estados-membros que são apoiados pela União Africana devem melhorar as suas acções” no que diz respeito “ao que enferma os seus países”.

Na reunião virtual do Conselho Executivo da União Africana, Moçambique está representado pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

No encontro que que iniciou esta quarta e termina esta quinta-feira, o Conselho Executivo da União Africana reconheceu ser necessária a contínua mobilização de vacinas contra a COVID-19 para o continente, uma vez que os casos da doença continuam a subir.

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