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Pérolas reluzem na catedral (1)

Veio da Beira e “aterrou” no Maxaquene. Mas foi parar no vizinho Desportivo de Maputo onde foi lapidada por Nasir “Nelito” Salé. Combativa, a atleta integrou a equipa do Desportivo de Maputo que, em 2007, quebrou um jejum de sete anos sem que o país conquistasse a Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol.

É verdade que, numa equipa onde se destacaram na sua posição Salimata Diatta e Anta Sy, não contabilizou muitos minutos.

 Em 2008, em Nairobi, Quénia, teve o privilégio de voltar a campear quando o Desportivo de Maputo chegou, viu e venceu. Odélia Mafanela e companhia tiveram um registo brilhante de oito vitórias em igual número de jogos. Este foi o seu segundo título africano de clubes na sua carreira. Mas…ainda estava por vir outro. Abidjan, Costa do Marfim, foi talismã para a Liga Desportiva de Maputo que bateu na final as angolanas do Interclube por 53-43.

Com um percurso similar de Anabela Cossa, conta ainda com um terceiro lugar alcançando em 2015, em Luanda, Angola. 

Mafanela foi determinante para que as “locomotivas” tivessem um registo de seis vitórias e duas derrotas na prova, sendo que nas meias-finais perderam com o First Bank da Nigéria por 71-54, com Ana Suzana Jaime em destaque com 16 pontos.

Com as cores do Ferroviário de Maputo, Odélia Mafanela ficou também em segundo lugar na prova realizada em Maputo, em 2016. Mafanela regressou a competição, lembre-se, dois meses depois de ter sido mãe.

No ano seguinte, novo desaire na final para Odélia Mafanela e o Ferroviário de Maputo frente a uma equipa angolana: 1º de Agosto de Angola.

No preenchido pavilhão multiusos do Quilamba, o Ferroviário de Maputo perdeu na final por 65-51, sendo que os 16 pontos contabilizados por Odélia Mafanela fizeram dela a melhor cestinha das “locomotivas” no embate.

Pelo meio, há registo de um terceiro lugar em 2009, em cotonou, no Benin, quando o Desportivo de Maputo perdeu, caiu nas meias-finais perdendo com o Abidjan BC, por 60-49.

Odélia Mafanela conta ainda com um segundo lugar alcançado em 2010, em Bizerte, na Tunísia, competição na qual o Desportivo de Maputo perdeu na final com o 1º de Agosto de Angola com quem perdeu por 77-63.

Mafanela é um grande exemplo de combatividade e entrega ao jogo.. Apresenta uma boa capacidade de salto, permitindo que ganhe bastabtes ressaltos. Uma jogadora a ter em conta neste campeonato africano de clubes que arranca sexta-feira.

Enquanto “Menina bomba”, Anabela Cossa foi melhor triplista da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, em 2016, tendo, igualmente, marcado presença no cinco ideal da prova. Feito histórico, soma três títulos continentais de clubes no seu curriculum, para além de ter ocupado a segunda posição em várias edições tanto no Desportivo quanto no Ferroviário de Maputo. Fez parte da equipa do Desportivo que, em 2007, no pavilhão do Maxaquene, colocou em sentido os seus adversários conquistando a Taça dos Clubes Campeões ao derrotar na final o 1º de Agosto, por 64-47. Foi um percurso imaculado com oito vitórias em igual número de jogos.

Para além de Anabela Cossa, faziam parte das campeãs africanas, Anta Sy, Cátia Halar, Crichúlia Monjane, Diara Dessai, Josefina Jafar, Luísa Nhate, Nádia Rodrigues, Odélia Mafanela, Salimata Diatta, Sílvia Neves, Valerdina Manhonga.  No ano seguinte, voltou a erguer o troféu pelo Desportivo de Maputo numa prova realizada no Quénia. Nova vitória na final sobre o 1º de Agosto de Angola, desta feita por 70-63 deram o bicampeonato a Anabela Cossa. O “team” era constituído po Yolanda Jones, americana, Deolinda Ngulela, MVP da prova, Diarra Dessai, Aleia Rachide, Filomena Micato, Valerdina Manhonga, Cátia Alar, Odélia Mafanela, e Sokhna Sy, senegalesa. Seguiram-se um terceiro lugar em 2009, em Cotonou, no Benin, prova na qual o Desportivo de Maputo perdeu nas meias-finais com o Abidjan BC por 60-49. Há também registo de um segundo em 2010, em Bizerte, na Tunísia, competição na qual o Desportivo de Maputo caiu na final aos pés do 1º de Agosto de Angola com quem perdeu por 77-63. A americana Danielle Green, MVP da prova, “matou” as “alvi-negras” ao contabilizar 28 pontos. Em 2012, novamente no olimpo de África. Em representação da extinta Liga Muçulmana, Anabela Cossa conquistou a terceira Taça dos Clubes Campeões Africanos, tendo derrotado na final o Interclube por dez pontos: 53-43. Clarisse Machanguana acabou sendo indicada melhor jogadora da competição (MVP) para além de ter feito parte dos cinco ideais da prova juntamente com as suas compatriotas Leia “Tanucha” Dongue e Deolinda Ngulela. Anabela Cossa ficou ainda em terceiro lugar em 2015, em Angola, ao serviço do Ferroviário de Maputo que perdeu nas meias-finais com o First Bank, por 71-54.  Em 2016, em Maputo, não conseguiu ajudar o Ferroviário de Maputo a vencer na final o Interclube de Angola. Já no ano passado, ficou novamente com a medalha de prata quando o Ferroviário de Maputo perdeu na final com o 1º de Agosto, no pavilhão multiusos do Quilamba, por 65-51.

 

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