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Perdiz preocupada com violência doméstica e segurança das mulheres nas zonas  de ataques

A Renamo manifesta preocupação com o aumento da violência doméstica, dos casamentos prematuros e a insegurança das mulheres afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado e pelos ataques armados em Manica e Sofala. A inquietação foi apresentada no contexto das celebrações do Dia Internacional da Mulher.

A pandemia da COVID-19 veio colocar um “travão” na forma tradicional das mulheres celebrarem o seu dia com festas ou convívios. As mudanças são, porém, muito mais profundas.

O confinamento e o isolamento que o novo coronavírus impôs à sociedade, veio agravar outros problemas já existentes. O aumento do número de casos da violência doméstica e violação.

Apesar de não existirem dados específicos, a Renamo, o maior partido da oposição, está preocupada.

“Preocupa-nos a onda de violência doméstica contra pessoas da terceira idade, crianças, mulheres e até homens que, de certa forma, são violentados por mulheres. Inquietam-nos, igualmente, os casamentos prematuros, pois trazem resultados negativos à sociedade e retrocedem os sonhos das raparigas”, expessou Maria Inês, presidente da Liga Feminina da Renamo.

Por outro lado, as mulheres da Perdiz estão preocupadas com a questão da insegurança no centro e norte de Cabo Delgado. Segundo analisam, o rosto mais visível do sofrimento imposto por aqueles conflitos são as mulheres, que chegam a viver em condições impossíveis de se imaginar.

O braço feminino da Perdiz exorta o Governo, para que resolva a situação, o mais rápido possível.

“Em Cabo Delgado, temos estado a ver, através dos órgãos de comunicação social, mulheres a sofrer. A correr de um lado para o outro, a comer capim. Situações incríveis. Gostaríamos que o Governo procurasse formas de ultrapassar essa situação”, apelou Maria Inês.

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