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Patenteamento massivo quebra descontentamento na Polícia

Um total de 30.858 oficiais, sargentos e cabos da Polícia serão patenteados a nível nacional, num processo massivo que marca o fim de um longo período em que o Ministério do Interior não observava a progressão regular de muitos integrantes da sua corporação.

Nampula marcou, hoje, o início de uma acção massiva de patenteamento de membros da corporação policial, quebrando assim a longa espera que muitos homens da Lei e Ordem tiveram que suportar para ver a progressão e promoção na carreira.

A nível nacional serão abrangidos 30.858 oficiais superiores, oficiais subalternos, sargentos e cabos da Polícia, sendo que 25% dos dos quais já vão para a reserva por terem atingido os anos de trabalho e/ou idade para passarem a reservistas.

“O processo de patenteamento de 30.858 abrange [também] os membros que entraram para a Polícia da República de Moçambique em 1974, que são combatentes da Luta de Libertação Nacional, os colegas que são do primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto cursos, os colegas que vieram da extinta Tropa da Guarda Fronteira e outros que vieram de vários serviços do Estado, cuja lei lhes conferiu estatutos da Polícia da República de Moçambique”, disse Bernardino Rafael, comandante geral da Polícia.

O comandante geral da Polícia garantiu que doravante, as progressões e promoções serão regulares, como mandam os procedimentos internos do Ministério do Interior.

“Daqui para frente haverá promoções num processo normal, não num processo massificado como este, onde se segue as carreiras, as promoções e progressões”.

É que durante muito tempo, apenas os formados em Matalane e Academia de Ciências Policiais é que beneficiavam de patenteamentos, progressões e promoções, deixando-se um “batalhão” de homens e mulheres que chegaram à Polícia através de outras formas como mencionou acima o próprio chefe máximo da polícia.

Há 28 anos na Polícia, Maomade Ali foi promovido a Inspector Principal da Polícia – motivo de celebração: para mim significa uma vantagem, mais coragem e motivação para o trabalho.

Consolada da Isabel, há oito anos da corporação, foi promovida para Primeiro Cabo da Polícia. “É de louvar como a primeira vez que que sou patenteada”.

E como Polícias que juraram servir a Pátria, há disposição para qualquer missão. “Ainda não tive a oportunidade de ir à província de Cabo Delgado, mas a qualquer momento que for solicitado vou fazer cumprir a ordem”, garantiu Zubo Ussene, promovido a Sargento Principal da Polícia.

Quem não quis falar de Cabo Delgado é o comandante geral que preferiu fazer pautar pela parceria com a imprensa: muito obrigado, que passem bem as festas, que o ano novo 2021 seja de muito sucesso, muita colaboração e que a imprensa se torne sempre parceira da Polícia da República de Moçambique.

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