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Partidos do estrangeiro apontam congresso como sinónimo de democracia

De diferentes cantos do mundo, várias delegações de partidos políticos com relações históricas de amizade com a Frelimo deslocaram-se à Escola Central para acompanhar o decurso da reunião magna do partido no poder.

Após ouvir o discurso inaugural do décimo primeiro congresso, os partidos convidados do estrangeiro reconheceram os desafios que o país enfrenta na componente política e económica, porém saudaram o congresso como sinónimo de democracia interna.

O partido comunista russo esteve representado por um dos membros do seu Comité Central. Vyacheslav Tetekiw disse que este é um momento importante para definir as linhas de desenvolvimento do país. “Assistimos agora a grandes mudanças. Há um desenvolvimento económico do país. Vim pela primeira vez em 1986 e naquele tempo a situação económica em Moçambique era muito difícil. Agora há uma grande melhoria”, reconheceu.

Com históricas relações de camaradagem com a Frelimo, o partido Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente, Fretilin, recebeu apoio maciço da população para que assumisse o poder na ilha em novembro de 1975, quando Timor-Leste declarou sua independência de Portugal. A Austrália e a Indonésia acusavam a Fretilin de ser comunista (ou marxista), por ter um programa com fortes tendências cocletivistas, aliado ao facto do nome “Fretilin” que soava semelhante ao do movimento marxista-leninista Frelimo, que actuava em Moçambique. O delegado do partido classifica este, como um momento para focar nos desafios da actualidade.

“Os partidos libertadores devem se adaptar aos desafios mas não fogem muito dos valores e princípios que nortearam a luta de libertação nacional. E eu acredito que a Frelimo está nesse rumo”, explicou Flávio da Silva.

Já o partido Frente Polisário da República Árabe Saarauí Democrática enaltece a democracia no seio do partido. “Isto é uma inequívoca demostração de democracia. Tratando-se do partido que toma conta dos assuntos do Governo esperamos que os pontos debatidos aqui reflitam as preocupações das classes mais desfavorecidas”, disse El Jalil Hamdi.

A estes juntaram-se igualmente delegações de países como Angola, Portugal e China.

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