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Parte da plataforma flutuante para extração do gás estará pronta em Julho

O consórcio liderado pela petrolífera italiana Eni reafirma que vai começar a produzir gás natural na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, em meados de 2022. Será o primeiro projecto a extrair gás naquela área onde estão as maiores reservas do país.

O arranque da primeira produção de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, região norte do país, está dependente da construção de uma plataforma flutuante já em curso na cidade de Busan, na Coreia do Sul, com um nível de acabamento de 40%. A infra-estrutura está em construção na segunda cidade mais populosa e no principal centro económico da Coreia do Sul, na Ásia Oriental. Os trabalhos estão a cargo do estaleiro da Samsung Heavy Industries, uma das companhias líderes da indústria naval a nível mundial.

Para perceber o trabalho em curso, uma equipa do “O País” deslocou¬-se, hoje, ao estaleiro da Samusung. No terreno, confirmou a montagem de um bloco ou compartimento da plataforma,  de um total de 22, um dos marcos considerados mais importantes do projecto.

Trata-se de um passo de muitos que se seguem, no sentido de concluir a instalação da plataforma até finais do ano 2021. Após concluído, o navio flutuante deverá ser conduzido a Moçambique, num percurso que deverá levar cerca de um mês, segundo o director geral da Coral FLNG (Eni). Para flexibilizar os trabalhos, os equipamentos para a plataforma estão a ser construídos em muitos países, entre eles, Estados Unidos de América, Singapura, Itália, França. Depois de concluidas, as peças serão levadas à Coreia do Sul para a montage.

O director geral do projecto Coral FLNG da Eni, garante que até próximo mês, metade da infra-estrutura estará pronta.
“Vamos produzir o gás liquefeito a partir de 2022. A fase actual é muito importante porque vamos construir o casco e depois todo o equipamento que vai fazer a produção. Estamos a produzir outro equipamento importantre em Singapura”, informou o director geral do Coral FLNG da Eni.

Em Setembro deste ano, arrancam as perfurações no fundo do mar e a instalação de equipamento submarino na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

“A fase que estamos a desenvolver em Moçambique também é muito importante porque a perfuração ‘e muito importante para fazer seis poços, onde o gás vai, depois, sair na nossa planta lutuante”, considera Maurizio Lanzo que acrecenta que a instalação da logistica está em curso.

Caberá a BP comprar toda a produção do projecto Coral Su, isto é, cerca de 3,4 milhões de toneladas de gás ao ano, durante 20 anos, sem deixar nada para Moçambique conforme explica o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo, Carlos Zacarias.

“Foi de princípio, de consenso, entre os concessionários e o Governo, que neste projecto não iríamos ter gás directamente para o mercado nacional porque seria muito mais caro levar o gás natural liquifeito no alto mar para a terra, o que iria trazer complicações no fornecimento”, explicou Carlos Zacarias, PCA do Instituto Nacional de Petróleo.

Contudo, esclarece Carlos Zacarias, há outros dois projectos em papeline que vão acontecer ao mesmo tempo até 2024 que vão permitir ao país ter 400 milhões de pés cúbicos para um dos projectos e 500 milhões de pés cúbicos para outro, quantidades.

“São quantidades muito grandes que vão permitir a implementação de projectos para o mercado nacional como seja projectos de fertilizantes, de combustíveis líquidos, electricidade, entre outros”, referiu o Presidente do Conselho de Adminitração do Instituto Nacional de Petróleo.

As empresas com participações na área 4 do Rovuma testemunharam, hoje, a montagem do primeiro bloco na plataforma em construção na Coreia do Sul, entre elas, a moçambicana ENH, Galp, Kogas e CNPC, com 10% cada e a Eni e ExxonMobil com 25% cada.

 

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