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Para já, só os “nacionais” é que podem salvar o turismo

O sector privado propõe o melhoramento das vias de acesso como forma de estimular o turismo doméstico, a única fonte renda no contexto da pandemia da COVID- 19. Já o INATUR acredita que só com os preços bonificados é que será possível despertar um interesse pelo turismo nacional até ainda que se reabram as fronteiras, não se pode esperar muito dos estrangeiros.

O novo Coronavírus chegou, espalhou-se a velocidade de luz e forçou o encerramento das fronteiras, empurrando o turismo para profunda crise.
Ainda que se reabram as fronteiras, no chamado novo normal, não é tão já que o turismo se vai reerguer.

“Se vou a um país e quero ficar só 12 horas num país, mas por causa de quarentena tenho que ficar 14 dias então não há necessidade, não tenho como estar motivado a viajar ainda que a fronteira esteja aberta porque vou ficar mais dias em quarentena” indicou Mateus Tembe, director-executivo da Federação Moçambicana de Hotelaria e Turismo.

Diante deste impasse, a única alternativa que sobra para tirar este sector do sufoco é a aposta no turismo doméstico, mas para tal há, ainda, muito trabalho por ser feito sobretudo no melhoramento das vias de acesso, das infra-estruturas hoteleiras e na prestação de serviços.

“Então, neste momento, o trabalho é de vermos, em parceria com o Governo, com é que podemos fazer com que o turismo doméstico substitua o internacional em termos de receitas para o sector”, assegurou Mateus Tembe.

Durante a vigência do Estado de Emergência, por exemplo, no sector do turismo, 90% dos estabelecimentos encerraram e quase 11 mil pessoas ficaram desempregadas.

Se para o sector privado a melhoria das infra-estruturas pode despertar o interesse pelo turismo doméstico, o Instituto Nacional do Turismo defende a aplicação de preços bonificados por parte dos operadores e companhias de viagens.

“Não existe, até agora, uma legislação específica que incentiva o sector privado de dar preços bonificados aos nacionais, mas estamos a trabalhar neste sentido e apelando que sejam aplicados valores.

Portanto, não podemos dizer aqui que vamos penalizar por não estar a dar taxas acessíveis aos nossos nacionais, mas já apelamos e eles estão a fazer isso”, disse Jeremias Manussa, director-geral do Instituto Nacional do Turismo.

Estes posicionamentos foram defendidos numa palestra alusiva às celebrações do Dia Mundial do Turismo e subordinada ao tema: Sector do Turismo no Novo Normal – Desafios e Perspectivas Impostas ao Sector Público em Moçambique.

 

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