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Pandemia corta em 25% o preço da castanha do caju no mercado

Longe dos registos dos anos 70 em que conheceu o seu auge, a indústria do caju em Moçambique encontra-se mergulhada numa crise desde 2016, com destaque para a queda do preço no mercado internacional.

Sem, no entanto, avançar números, o representante da Associação das Indústrias de Caju (AICAJU), Gonçalo Correia, indicou apenas que o preço da castanha do caju recuou em 25% no mercado, devido aos efeitos da pandemia da COVID-19.

Entretanto, e com vista a revitalizar a cadeia do caju, os produtores desta cultura de rendimento em Moçambique defendem mais incentivos e revisão do quadro regulatório para tornar a indústria mais competitiva a nível global.

O cenário, segundo Gonçalo Correia, deve-se “à crescente concorrência agressiva e políticas proteccionistas da Índia e Vietname e pela falta de actualização das medidas de resposta domésticas”.
Para inverter este quadro negro, a Associação das Indústrias de Caju está já a desenhar uma série de estratégias com o Governo, nomeadamente, o regime fiscal.

ATRASO DA CAMPANHA

Falando ainda em exclusivo ao “O País”, o representante da Associação das Indústrias de Caju avançou que o cronograma da campanha agrícola deste ano, cujo arranque estava previsto para Outubro próximo, deverá ser revisto.

“Devido a problemas nos campos de produção da província de Nampula (maior produtora do caju), esperamos um atraso no arranque da campanha”, explicou Gonçalo Correia.

Ainda sem um preço de referência para a comercialização da castanha do caju, os produtores esperam produzir mais este ano, comparativamente a safra anterior.

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