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O líder do Partido Liberal do Canadá (LP) Justin Trudeau disse hoje, depois de ganhar as eleições gerais do país, que os eleitores canadianos escolheram “um plano progressivo” e que está pronto para formar um Governo.

O líder dos liberais canadianos ganhou um terceiro mandato na segunda-feira, após uma campanha muito difícil nas eleições antecipadas que ele próprio tinha convocado, refere o Notícias ao Minuto.

Quando Trudeau se dirigiu à multidão num hotel de Montreal, às 01:30 (06:30 em Moçambique), estavam 91% dos votos contados.

O Partido Liberal de Trudeau registava 158 deputados e 31,8% dos votos contados.

Em segundo lugar ficou o Partido Conservador (PC) com 121 deputados, seguido pelo Bloc Québécois (BQ) pró-soberania, com 8,1% dos votos e 31 lugares, e o Partido Social Democrático Novo (NPD), com 17,6% dos votos e 26 lugares.

Além disso, o Partido Verde (PV), com 2,4 % dos votos, terá dois deputados.

Os resultados são quase uma repetição dos obtidos nas eleições de 2019, quando os Liberais ganharam com 157 deputados e os Conservadores se tornaram o principal partido da oposição com 121 lugares.

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A selecção nacional perdeu na noite deste domingo diante de Angola, por 70-61, em partida a contar para a segunda jornada do Afrobasket 2021, que decorre em Yaoundé, nos Camarões. Moçambique soma assim a sua segunda derrota, em dois jogos, no campeonato africano de basquetebol em seniores femininos. Na estreia, a selecção perdeu frente a campeã africana, Nigéria, por 67-50.

Tratava-se de um desafio renhido, no qual Moçambique poderia ter várias dificuldades.

Nasir Salé, tal como na estreia, voltou a apostar em Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Ingvild Mucauro, Odélia Mafanela e Tamara Seda, para o cinco inicial.

O que já se esperava aconteceu! Entraram melhor as angolanas, que fizeram um parcial de 25-14. No segundo quarto Moçambique ajustou os aspectos defensivos, mas foram perdulárias no tiro exterior, no entanto fizeram um parcial de 14-14. Nessa etapa do jogo Anabela Cossa, Tamara Seda e Stefânia Chiziane foram as melhores cestinhas, com 7 pontos, 7 pontos e 6 pontos, respectivamente. Com bom balanço defensivo, as jogadoras moçambicanas conseguiram fazer 11 pontos, contra 14 das angolanas.

No último quarto, as nossas irmãos do Atlântico tiraram o pé do acelerador, tendo feito 17 pontos, contra 22 de Moçambique, ainda assim encerraram as contas da partida com a vitória de 70 a 61.

Moçambique perdeu o confronto com as angolanas, por nove pontos, mas ainda tem a chance de chegar aos quartos-de-final. Para tal, deverá disputar um play-off.

Refira-se que o primeiro classificado apura-se directamente para os quartos-de-final,  enquanto o segundo e terceiro classificados disputarão um play-off de acesso aos quartos.

 

ARRANQUE PROMISSOR DE MOÇAMBIQUE

Perspectivava-se um jogo difícil, para Moçambique, frente as nigerianas, bicampeãs africanas, que nos últimos cinco anos têm dominado o basquetebol feminino no continente.

As dificuldades para a selecção nacional previam-se ainda maiores, tendo em conta que não teve o mínimo exigido de dias de preparação em campo para uma prova de tamanha exigência. Mais: a desfavor das “Samurais” estava também a ausência da poste, Leia Dongue, uma das melhores unidades do país, actualmente, por razões pessoais.

Tanucha, como é mais conhecida, assinou recentemente contrato o Araski da I Liga Espanhola, a denominada Liga Endesa, e procura integrar-se o mais rápido possível.

Contrariedades a parte. A verdade é que a equipa nacional entrou disposta a negar o favoritismo das nigerianas

Nasir Salé lançou para o jogo Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Ingvild Mucauro, Odélia Mafanela e Tamara Seda, que entraram com tudo, sem estremecer por estarem a defrontar as campeãs em título. Fruto dessa boa prestação foram os 12 pontos, contra 11 das D’Tigress, conseguidos no primeiro quarto.

Com Tamara Seda a impor-se na zona do garrafão e Anabela Cossa a assumir a condução do jogo, as moçambicanas continuaram com o seu brilharete no segundo período, terminando com mais uma vantagem, desta feita por quatro pontos: 29-33 ao intervalo.

Mas o descanso fez bem apenas as nigerianas, que voltaram mais determinadas e sem querer se deixar surpreender pelas “Samurais”. Apostaram mais em lançamentos exteriores e acabaram passando no marcador, perante as habituais dificuldades apresentadas pelas moçambicanas, no capítulo defensivo.

A Nigéria aproveitou para agigantar-se e fez um parcial de 24-9, colocando o resultado em 53-42, no final do terceiro quarto.

No último e decisivo quarto, a Nigéria trouxe ao de cima a sua experiência olímpica e não deu facilidades às “Samurais”, que muito tentaram, mas o máximo que conseguiram foi alcançar o objectivo traçado por Nasir Salé para esta competição: apontar pelo menos 50 pontos em cada partida. 67-50 acabou por ser o resultado final que marcou a estreia com pé esquerdo da selecção nacional no Afrobasket dos Camarões.

Por outro lado, a Nigéria iniciava da melhor forma a defesa do título, em uma partida do Grupo “B” do 26º Afrobasket Feminino da FIBA.

Apesar da derrota, Tamara Seda e Stefânia Chiziane destacaram-se no capítulo individual como as melhores marcadoras do conjunto nacional, cada uma delas com 12 pontos, ao passo que Ingivild Mucauro teve o maior número de ressaltos: sete.

Se estivesse viva, Noémia de Sousa completaria, hoje, 95 anos de idade. 20 de Setembro é importante por isso e, também, porque foi nesse dia que a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) finalmente editou Sangue negro. Reconhecendo a importância da obra literária e do grande feito de Nelson Saúte, Fátima Mendonça e Francisco Noa, na edição da obra, esta segunda-feira, o jornal O País revive uma escrita e uma voz importantíssima para Moçambique.

“Noémia de Sousa não é apenas uma grande dama da poesia moçambicana. É, também, uma grande dama da poesia africana em língua portuguesa, tendo em vista sua voz ardente ter ecoado por diversos espaços e compartilhado seu grito com outras vozes, em prol dos que lutaram e clamaram pela liberdade dos oprimidos, entre os anos 1940-1975, no contexto do colonialismo português”. Assim inicia o prefácio da versão brasileira (Kapulana – 2016) de Sangue negro, assinado por Carmen Lucia Tindó Secco. A afirmação da professora brasileira resume a posição defendida por Teresa Manjate, professora de literaturas africanas de língua portuguesa, nesta ocasião em que se celebram os 20 anos de um livro que é parte de Moçambique.

Teresa Manjate conheceu Noémia de Sousa em Lisboa, em 1988, quando lá se encontrava a estudar. Mais tarde, já em Maputo, a professora universitária organizou uma conferência com a “mãe dos poetas moçambicanos” no Camões. Na poeta, Teresa Manjate reconhece uma figura incrível, combativa, importante para vários movimentos literários dos anos 40 do século passado a esta parte, conforme também defende Secco. Entretanto, ainda que a sua obra continue com eco em Moçambique, alimentando a alma de todo um povo, Noémia de Sousa é uma figura pouco conhecida com profundidade. Por isso mesmo, um dos projectos que Teresa Manjate tem é produzir uma biografia detalhada sobre Noémia de Sousa, de modo que os moçambicanos a possam conhecer ao pormenor. “Apesar desta dinâmica à volta do pensamento de Noémia de Sousa, eu penso que falta uma coisa: uma trajectória bem desenhada, uma biografia profunda de todo o percurso desta senhora que foi poetisa, agora diz-se mais poeta, tradutora e jornalista. Nós vamos conhecendo fragmentos desta vida tão forte e tão dinâmica”.

Dito isso, a professora de literaturas africanas de língua portuguesa revelou a novidade. Eu não sei se deveria guardar como surpresa para quem quer seja, mas eu estou a pensar seriamente em fazer uma biografia, seguindo a trajectória desta escritora, não só por causa da escrita, mas por causa da dimensão do trabalho que ela fez em torno da palavra, do pensamento e da ideia de resistência. É todo um percurso tão cheio, tão vivo, que muita coisa se nos escapa. Há muita coisa que nós não temos acesso porque nos circunscrevemos muito a Moçambique. Há toda uma trajectória que é importante que se siga, que se pensa e se reflicta”.

Teresa Manjate pensa em Noémia de Sousa, igualmente, como uma das primeiras escritoras moçambicanas que fez a ponte entre a imprensa e a literatura, com colaborações em Moçambique, Portugal ou Brasil.

Carolina Noémia Abranches de Sousa nasceu no dia 20 de Setembro de 1926, na Catembe, Lourenço Marques, hoje Cidade de Maputo. Começou a ler aos quatro ou cinco anos de idade e aos 16, quando morreu o pai, passou trabalhar para ajudar na educação dos irmãos. A essa altura, passou a estudar Comércio à noite. “A combatividade poética e política de seus poemas, assinados com as iniciais N. S. ou com o pseudónimo literário Vera Micaia, acarretou à autora o exílio. Junto com João Mendes e Ricardo Rangel, foi presa por atacar, frontalmente, o sistema colonial português em Moçambique”, escreve Carmen Lucia Tindó Secco no prefácio da edição Kapulana de Sangue negro.

Na introdução da primeira edição de Sangue negro, editada a 20 de Setembro de 2001, Nelson Saúte conta como foi editar a obra que hoje, certamente, é uma das grandes referência literárias de Moçambique:

“A primeira vez que aterro em Lisboa, cometo a ousadia de telefonar à Noémia. Levava comigo o seu número de telefone, dado pela Fátima Mendonça. Começa tudo aí, nesse encontro em Algés, festejando a nossa independência – era Junho! –, comendo feijoada e lendo Carlos Drummond de Andrade. Nos anos que em Portugal errei como estudante, fui visita constante de Noémia de Sousa. Hoje, quando lá vou, não posso regressar sem a ver.

Em todos estes anos insisti, como o fizeram muitos, na edição dos seus poemas.

Noémia arranjou todos os subterfúgios, mas há alguns anos, depois de ter recusado convites de Manuel Ferreira, Michel Laban, entre outros, ela acedeu publicá-los.

Houve diversas iniciativas para o fazer através da Associação dos Escritores Moçambicanos, a que estiveram ligados primeiro Rui Nogar e Calane da Silva, depois Leite de Vasconcelos com Fátima Mendonça e Júlio Navarro.

Não se concretizaram essas iniciativas (tratava-se, sobretudo, de fixar o texto definitivo e obter assentimento da poeta em publicar), mas Noémia reconheceu finalmente que a sua modéstia não deveria constituir impedimento para a publicação do livro – o que para muitos permanecia inexplicável – e confiou-me a grata tarefa de organizar a edição do mesmo.

Na altura, Rui Knopfli – foi Noémia de Sousa quem mo apresentou, em 1989, tantas vezes confidenciei a minha admiração por ele! – ficou encarregado do prefácio. Knopfli exilou-se definitivamente deste reino sem ter escrito o texto.
50 anos depois do abandono da escrita, temos o beneplácito dos deuses e este Sangue Negro é finalmente editado. Noémia de Sousa não o releu, nem o corrigiu, tendo concordado que os poemas permaneceriam na versão (original) policopiada, que se encontra depositada no Arquivo Histórico de Moçambique, devendo apenas ser actualizada a respectiva ortografia”.

Além da edição da AEMO, Sangue negro foi editado pela Marrinbique, em 2011. Com efeito, hoje, precisamente, passam 20 anos desde que Nelson Saúte, Fátima Mendonça e Francisco Noa conseguiram finalmente reunir os textos de Noémia de Sousa, escritos entre 1948 e 1951. A “mãe dos poetas moçambicanos” morreu a 4 de Dezembro de 2002, em Cascais, Portugal.

Os Mambas vão defrontar as suas congéneres dos Camarões e Malawi, como anfitriões, na quarta e sexta jornadas de Qualificação ao Mundial Qatar 2022, no Grand Stade de Tanger, em Marrocos, respectivamente nos dias 10 de Outubro e 11 de Novembro. A decisão foi dada a conhecer pela Federação Moçambicana de Futebol, em face da reprovação do Estádio Nacional do Zimpeto para jogos internacionais

Na semana passada, a Confederação Africana de Futebol realizou uma inspecção ao Estádio Nacional do Zimpeto para aferir as condições do mesmo para acolher provas internacionais de clubes e de selecções nacionais sob a égide do organismo que tutela o futebol no continente. Depois de verificar as condições do relvado, que se encontra em péssimas condições devido à falta de manutenção, bem como outros departamentos, como os lavabos e balneários, a CAF decidiu pela interdição do maior palco desportivo do país, e único que podia acolher jogos das competições internacionais.

Após a interdição do Estádio Nacional de Zimpeto, a Federação Moçambicana de Futebol foi ao terreno à procura de soluções. Afinal, era preciso encontrar um país que pudesse acolher jogos do combinado nacional.

Dentre várias propostas colocadas à mesa, a escolha acabou por recair sobre o Marrocos, país com o qual a FMF diz ter uma relação de amizade muito forte. “Dentro das propostas que tivemos, analisamos e chegamos à conclusão de que Marrocos oferece as melhores condições”, disse o vice-presidente para as selecções nacionais, Paito, que acrescentou que “primeiro, as boas condições do piso. Segundo, para evitar percorrer longas distâncias, visto que, no dia 06 de Outubro, jogámos em Yaoundé para a terceira jornada e, no dia 10 do mesmo mês, vamos a Marrocos. Terceiro, porque temos boas relações de amizade com a federação local”.

Martinho Macuane explica, ainda, que Marrocos dispõe das melhores condições para albergar jogos dos Mambas, contrariamente a outros países que estavam em cima da mesa, casos da África do Sul e Namíbia.

“A nível desportivo, Marrocos é um país que nos ajuda bastante, pois, na avaliação que fizemos, irá facilitar na vinda e no regresso de atletas que militam na Europa, pois não terão de percorrer longas distâncias. Por exemplo, se tivéssemos de jogar em Yaoundé e, depois, na África do Sul, um atleta que milita na Europa teria de fazer uma viagem a Camarões, de lá para Joanesburgo e, desta cidade, para o velho continente. Seria desgastante para a saúde de um atleta de futebol”, explicou o vice-presidente da FMF.

A aposta por Marrocos foi tomada, em parte, pela não resposta da África do Sul, ao pedido de Moçambique em realizar os seus jogos no país vizinho, tendo em conta que havia possibilidade de se realizar jogos em Mbombela ou Joanesburgo.

 

HORÁCIO GONÇALVES SATISFEITO, MAS PREOCUPADO

O seleccionador nacional, Horácio Gonçalves, diz não estar preocupado com a escolha, pois, segundo justifica, mesmo jogando fora, sempre será sem público de casa. Ainda assim, para o seleccionador nacional de futebol, a escolha de Marrocos reduzirá as deslocações dos atletas, por isso estratégica, o que vai contribuir para minimizar o desgaste dos atletas.

“Todos nós moçambicanos gostaríamos de jogar no Zimpeto, mas não é possível e ter-se-ia que se arranjar uma solução e a solução encontrada é se jogar no exterior e sem público e, por isso, em qualquer estádio, desde que proporcionasse condições para os jogadores exporem as suas qualidades, era indiferente. Se era na China, Marrocos ou Zâmbia foi a solução encontrada com grande esforço e, por isso, só posso felicitar a federação por esse esforço”, disse Horácio Gonçalves.

Ademais, muito mais do que estar preocupado com o local que vai acolher os jogos da selecção nacional, o seleccionador nacional prefere concentrar-se no mais importante. “Cabe-nos continuar a trabalhar com o mesmo foco, que é ganhar jogo a jogo”, reiterou.

A Federação Moçambicana de Futebol considera que, apesar de os Mambas jogarem fora, os objectivos de qualificar continuam intactos.

Ferroviário da Beira vence Matchedje de Mocuba e mantém perseguição à Black Bulls, que também venceu, a muito custo, o Ferroviário de Nacala. As duas equipas continuam separadas por cinco pontos. A jornada teve mais dois resultados de registo: o empate entre os Ferroviários de Lichinga e de Maputo e a vitória do Textáfrica de Chimoio sobre o Desportivo Maputo

Mais uma jornada disputada no Moçambola 2021, que caminha calmamente para o seu final, faltando mais seis jornadas para o seu final. A luta pelo título e pela manutenção continuam ao rubro.

Na frente da tabela classificativa, Black Bulls e Ferroviário da Beira continuam um despique interessante, depois de uma jornada, a anterior a esta, em que os beirenses perderam terreno. Desta vez, e jogando um dia depois dos “touros”, os “locomotivas” de Chiveve não tiveram meias medidas e imitaram o seu directo concorrente em termos de resultados. Ou seja, tal como a Black Bulls fez no sábado, venceu no jogo que disputou no domingo.

Os “touros” receberam e venceram o Ferroviário de Nacala por duas bolas a uma. Mas realce-se que não foi uma vitória fácil, até porque entraram a perder, logo aos oito minutos, quando Soares ganhou uma bola dividida com Ivan e rematou fraco, mas a bola a embater em Chamboco e a anichar-se no fundo das malhas.

No entanto, ainda na primeira parte, a Black Bulls virou o resultado com dois golos de belo efeito. Primeiro, foi Ejaita, de livre directo e bem executada, a fazer o empate, aos 42 minutos, e dois minutos depois a ser Victor, numa jogada de insistência, a rematar para o fundo das malhas. Na segunda parte, apesar das várias oportunidades criadas pelas duas equipas, o resultado não mais se alterou.

Já na tarde de domingo, conhecendo o resultado do directo concorrente, o Ferroviário da Beira teve que correr atrás do melhor resultado e até teve que sofrer, uma vez que na primeira parte o nulo prevaleceu. Mas Dayo, em dose dupla, respondeu a Ejaita e disse que continua na corrida ao prémio de melhor marcador da prova, fazendo os dois golos que ditaram a vitória da sua equipa na recepção ao Matchedje de Mocuba.

Uma resposta que mantém os cinco pontos de diferença entre as duas equipas, a maior para os “touros”, que somam 47 pontos, contra 42 do Ferroviário da Beira, quando faltam seis jogos para o final do Moçambola.

 

TERCEIRO LUGAR EM FOGO DE “LOCOMOTIVAS”

No embate entre equipas que disputam o terceiro lugar do Moçambola 2021, os Ferroviários de Lichinga e da Beira empataram a um golo, com as equipas a marcarem nas extremidades do tempo. O Ferroviário de Maputo abriu o marcador ainda no início do jogo, por Celso, mas já na ponta final, quando todos esperavam que os “locomotivas” de Lichinga somassem a segunda derrota em casa, Caioio, aos 89 minutos, a restabelecer o empate.

Divisão de pontos que coloca as duas equipas com 35 pontos, na terceira e quarta posição, respectivamente.

As próximas jornadas podem ser determinantes para as duas equipas na luta pelo pódio do Moçambola.

Já na luta pelo meio da tabela e pela manutenção confortante, dois empates em dois jogos. No canavial o Incomáti de Xinavane e a Associação Desportiva de Vilankulo terminaram com 1-1 no final dos 90 minutos. Se por um lado pode ter sido positivo para os “hidrocarbonetos”, que se mantêm na 8ª posição, agora com 28 pontos, terá sido negativo para os “açucareiros”, que estão no limite da manutenção, a “roçar” a zona da despromoção, com 18 pontos, a três da despromoção.

O empate registou-se também no embate entre Ferroviário de Nampula e Liga Desportiva de Maputo, sem abertura de contagem, que colocou as duas equipas ainda confortáveis para a manutenção.

“FABRIS” VENCEM JOGO DE AFLITOS

No embate entre equipas da zona da despromoção, e que iniciou mais cedo em relação aos restantes devido a questões logísticas, o Textáfrica de Chimoio venceu o Desportivo Maputo por duas bolas sem resposta. Samito e Nuno fizeram os golos dos “fabris” que, mesmo.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, pediu uma reunião com o seu homólogo francês Emmanuel Macron, após a Austrália ter rompido um mega-contrato para submarinos franceses.

O Governo francês vai pedir “esclarecimentos” a Emmanuel Macron, afirmou Gabriel Attal BFMTV, acrescentando: “Queremos explicações” sobre o que “parece ser uma grande quebra de confiança”.

Joe Biden anunciou na noite de quarta-feira uma parceria estratégica com o Reino Unido e a Austrália, fornecendo submarinos com propulsão nuclear a Camberra.

Embora tenha negado que França esteja a pensar sair da NATO, garantiu que este assunto irá pesar na nova estratégia da aliança que será estabelecida na próxima cimeira de Madrid.

Camberra comprometeu-se em 2016 a comprar 12 submarinos à francesa Naval Group por um valor de 34 mil milhões de euros, num apelidado “contrato do século”, e o revés do contrato, anunciado pelo primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, a partir da Casa Branca na quarta-feira, causou ondas de choque em terras gaulesas, segundo o Notícias ao Minuto.

Na altura, Scott Morrison anunciou o fim deste contrato, entregando a encomenda aos Estados Unidos.

Os australianos terão justificado a mudança por preferirem agora submarinos a propulsão nuclear, uma tecnologia que o Naval Group não tem capacidade de produzir. No entanto, para a maioria dos observadores, é uma questão política e geoestratégica, com a Austrália a aproximar-se dos parceiros anglófonos.

O Naval Group, que tem uma participação de 62% do Estado francês, já disse que vai pedir uma indemnização, para a qual ainda não há uma estimativa de valor.

Além do contrato para a compra de material de Defesa, o contrato com a França incluía também uma parceria estratégia entre os dois países que deveria durar 50 anos.

A Associação dos Produtores e Importadores de Bebidas Alcoólicas (APIBA) avisa que a selagem de cerveja produzida em Moçambique vai trazer um custo adicional de cinco milhões de dólares aos produtores, que consideram não é razoável, pois vai aumentar o preço ao consumidor e reduzir a capacidade de captação de impostos pelo Estado moçambicano.

“O que levou o Governo a decidir pela selagem de bebidas alcoólicas é o contrabando das mesmas para o mercado moçambicano, neste caso fugindo ao fisco. Entretanto, um estudo elaborado por uma consultora internacional conclui que o contrabando da cerveja representa menos de 1% da bebida contrabandeada em Moçambique, o que significa cerca de 700 mil dólares de fuga ao fisco. Ora, como é que uma situação que implica prejuízo de 700 mil dólares deve ser corrigida com um prejuízo de cinco milhões de dólares para as empresas que operam no sector?”, questionou Bruno Tembe, representante da APIBA.

Tembe alertou ainda que a selagem de cerveja produzida no país, ao trazer custos adicionais às industrias, vai aumentar o preço ao consumidor e reduzir em 53% os impostos que o Estado arrecada, como resultado do negócio das cervejeiras.

Por seu turno, a Autoridade Tributária, através do Coordenador da Unidade de Selagem de Bebidas Alcoólicas e Tabaco Manufacturado, Miguel Nhani, minimiza o estudo feito pela consultora internacional e diz que a selagem de bebida importada e produzida em Moçambique vai avançar nos princípios do próximo ano (2022), tal como está previsto.

“Desafiamos os produtores e importadores de bebidas alcoólicas a fazer um balanço após um ano de implementação da medida, como forma de avaliarmos se terá valido ou não a pena a selagem da cerveja. Recordo-me de que, aquando da introdução da selagem do tabaco, houve os mesmos receios, mas hoje em dia os resultados positivos são visíveis no terreno”, explicou Miguel Nhani.

O economista Estevão Boane, da Associação Moçambicana de Economistas (AMECOM), defende que há tempo para a elaboração de um outro estudo, que traga o posicionamento do sector privado e da AT, sobre a selagem da cerveja antes de se avançar com a medida. “Pensamos que tanto o que diz a APIBA assim como a AT é fundamental para a sustentabilidade da indústria de produção da cerveja em Moçambique, bem como para o controlo da arrecadação fiscal. Assim, antes da implementação da selagem, é possível fazer-se um estudo com os termos de referência acordados pelas partes e daí tirarem-se as conclusões para o avanço”, sugeriu o economista.

A selagem da cerveja tem estado a dividir opiniões dos produtores nacionais e do Governo, sendo uma medida prevista no Código do Imposto sobre Consumos Específicos Lei 17/2009 e no Regulamento de Selagem de Bebidas Alcoólicas e Tabaco Manufacturado, aprovado em 2016.

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) é indiciado de matar um jovem de 18 anos de idade na vila de Moamba, província de Maputo. O Comando Provincial assume o facto, promete responsabilizar o agente e alega tratar-se de erro na actuação. A família da vítima e a comunidade local exigem justiça.

O facto ocorreu há praticamente uma semana. A angústia e tristeza são os sentimentos da dona Fátima, que até hoje chora pela partida precoce do filho.

Fátima Machava é uma mãe inconsolável, exige que a justiça seja feita pela morte do seu caçula, que terá sido vítima de uma alegada má actuação de um dos agentes da PRM.

“Gostava que este caso fosse seguido para saber se, quando comete um crime, a pessoa é morta ou não. Pelo que sei, não é morta, é detida para que seja responsabilizada. Gostava que este caso fosse seguido e saber das pessoas que chamaram a Polícia se terão dito para matar o meu filho ou houve acidente”.

Segundo as testemunhas, o baleamento do jovem foi decorrente de uma rixa entre grupos de amigos que estavam a cobrar dinheiro um a outro, resultante do consumo de bebidas alcoólicas de fabrico caseiro. E face à resistência de um dos grupos em pagar o dinheiro em causa e perante ameaças proferidas pelos beligerantes, foi chamada a Polícia para intervir e, quando o agente chegou, supostamente atirou à queima-roupa contra o jovem que caiu num pátio de um quintal vizinho. Admiro Jalane, um dos amigos, conta que, perante a briga, se puseram a correr e o agente em perseguição atirou e alvejou-o.

O outro jovem, que integrava o grupo rival na contenda, exige que o agente envolvido no baleamento seja responsabilizado. “Peço que o agente da Polícia responsável pelo boleamento seja apresentado publicamente e seja responsabilizado pelos seus actos”, exortou Pércio Alexandre.

O crime chocou os residentes do bairro Central da Vila de Moamba. Carlos Pelembe, chefe de quarteirão 9 que, no passado, foi militar e serviu o exército, condena a actuação do agente da PRM. “A bala não vai logo no corpo do indivíduo; podia disparar para o ar” – foi assim que Pelembe reagiu sobre a morte daquele jovem que é descrito como calmo e trabalhador.

A porta-voz do Comando Provincial da PRM em Maputo, Carminia Leite, lamenta o sucedido e diz que o agente indiciado será responsabilizado e a corporação assumiu as despesas fúnebres da vítima.

“A Polícia da República de Moçambique, ao nível da província de Maputo, chama atenção a todos os membros da PRM para observarem, com muito cuidado, o manuseio de armas de fogo por forma a evitar situações similares.”

De referir que o agente em causa estava afecto ao Comando Distrital da PRM em Moamba e está, neste momento, preso depois de ter sido legalizada a sua prisão, e espera-se que seja brevemente apresentado a um juiz para ser julgado pelo acto cometido.

O cimento de construção civil começou a desaparecer do mercado na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, em finais de Agosto último e, actualmente, quase todos os armazéns da província estão vazios.

A situação é considerada crítica e provocou pânico no seio da população, devido ao aumento repentino e galopante do preço, que subiu em quase cinquenta por cento, do que normalmente era praticado antes de uma das maiores crises de cimento, registadas na história da província.

Actualmente, segundo constatou o jornal “O País”, o cimento de construção custa cerca de setecentos meticais, contra os quatrocentos e cinquenta meticais antes da crise.

“Nós vendíamos cimento de Cabo Delgado, mas, desde que a fábrica fechou, passamos a adquirir em Nacala, onde também os preços foram mexidos um pouco, por isso aumentamos o preço para pelo menos manter os lucros”, explicou o proprietário de uma das barraca de venda de material de construção.

A crise de cimento está a ser considerada insuportável e surpreendeu a maior parte da população de Pemba, que, com a abertura da Fábrica de Cimento de Cabo Delgado e a entrada de várias outras unidades de produção do género em todo o país, se esperava uma redução ou no mínimo a estabilização e não o aumento do preço.

“Até agora, não encontrámos uma razão que justifica o aumento do preço pelo menos este momento de crise em que vivemos, porque, mesmo quando a Fábrica de Cimento de Cabo Delgado estava a funcionar, o produto local já era caro, e  continuávamos a receber cimento de quase todo o país, até da China. Será que todas essas fábricas fecharam de uma vez e já não há mais cimento em Moçambique e no mundo?”, questionou Amade Tauabo, um dos residentes de Pemba que paralisou temporariamente as obras, devido ao súbito e preocupante aumento do preço do cimento.

Entretanto, além do próprio cimento, quase todos os seus derivados sofreram um agravamento no preço, uma situação que está a criar constrangimento e até certos prejuízos para os armazenistas e revendedores, que não estão a conseguir repor o stock e honrar com os compromissos relacionados com as grandes empresas de construção civil.

“Nós parámos de vender cimento logo que os preços foram mexidos na fonte, mas estamos mal, porque além de não podermos vender, temos compromissos que não estamos a conseguir gerir”, confirmou um empresário para depois explicar “para evitar falhas no fornecimento de alguns materiais de construção, às vezes as empresas de construção civil, que estão envolvidas em grandes obras, pagam, indicam e optam por pré-pago e indicam os períodos em que vão necessitar cada produto adquirido, mas, para o caso de cimento, é difícil guardar por longo tempo e, agora, estamos em apuros, porque não conseguimos honrar com os contratos assinados. Assim, estamos a pesquisar novos fornecedores que possam vender o cimento a um preço razoável que não vai provocar-nos um prejuízo financeiro muito menos destruir a nossa confiança pelos nossos clientes”, revelou um responsável de uma dos grandes revendedores de materiais de construção civil em Cabo Delgado.

O jornal “O País” procurou esclarecimentos junto da Fábrica de Cimentos de Cabo Delgado, da Direcção Provincial do Comércio e não obteve resposta, porém, informações ainda não confirmadas indicam que a crise se deveu à falta de clinker, um dos produtos usados no fabrico de cimento.

As causas da falta de clinker continuam desconhecidas, tal como não foram anunciadas as causas do aumento do preço do cimento proveniente de Nampula, um dos principais fornecedores de cimento de construção civil à província de Cabo Delgado.

Actualmente, uma parte do cimento que circula nos mercados de alguns distritos do norte da província, segundo confirmaram fontes, provém da República da Tanzânia, e está a um preço relativamente baixo, do que vem de Nampula.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) diz que as regiões centro e norte do país poderão registar ocorrência de chuvas fracas ou chuviscos locais, céu nublado e vento a soprar de sueste a nordeste fraco a moderado, por vezes com rajadas principalmente na faixa costeira.

Em graus celsius, as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 25, 23, 27 e 27 e mínimas de 19,12, 22 e 17, respectivamente.

A norte do país, em Nampula, Pemba e Lichinga, concretamente, as máximas poderão atingir os 25, 29 e 22 graus e mínimas de 16, 19 e 12, respectivamente.

Já para a zona sul do país, a previsão é de céu pouco nublado e vento a soprar de sueste a nordeste fraco a moderado.

Assim, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo poderão registar máximas de 27, 25, 24 e 26 graus e mínimas de 17, 16, 18 e 18, respectivamente.

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