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Ouvido primeiro indiciado no assassinato de Anastácio Matavel em Gaza 

Um dos oito arguidos em julgamento pelo assassinato do activista social Anastácio Matavel disse, na terça-feira, em juízo, que não teve nenhuma influência directa na morte do então director executivo do Fórum das Organizações Não-Governamentais de Gaza (FONGA), apontando o dedo ao seu chefe de pelotão na Polícia, Agapito Matavele, ora em parte incerta, e outro comparsa de nome Martins Francisco, entretanto falecido. 

Segundo o “Notícias”, o réu Euclídio Mapulasse disse não ter sido o autor dos disparos que mataram Matavel, uma vez que se encontrava no banco de trás do carro em que se faziam transportar, sentado entre dois colegas, Justino Chaúque e Martins Francisco.
 
Os dois viriam a perder a vida depois do acto, quando a viatura capotou na zona de Mahumane, na cidade de Xai-Xai.
 
Segundo a acusação, o crime foi orquestrado nos dias 4, 5 e 6 de Setembro de 2019, em encontros convocados por Agapito Matavele, nos quais participaram ainda Martins Francisco, Julgamento do “caso Anastácio Matavel”: primeiro dos oito arguidos nega envolvimento no crime Justino Chaúque e Edson Silica, tendo este último sido o motorista no dia do crime.
 
Para além dos mencionados, foram vistos nos encontros dos dias 5 e 6, no bar Xirico, na cidade de Xai-Xai, mais dois cidadãos, um dos quais membro superior da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, mas, segundo Mapulasse, tratou-se apenas de um encontro para convívio (beber cerveja).

O réu diz que não sabia de qualquer plano para assassinar Anastácio Matavel, sendo que recebeu ordens no dia 19 de Setembro para não trabalhar em habitual escala porque teria de cumprir uma missão especial.

Segundo disse, foi se surpreender no dia do acto pelos “movimentos estranhos”, mas que não podia questionar por se tratar de ordens superiores. No entanto, disse que se sente traído pelo seu chefe.
Respondendo a uma insistência, o réu alegou não ter recebido nenhuma promessa de recompensa pela sua participação no acto.

 

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