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OTM-Central Sindical quer retomar discussão sobre salário mínimo

A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos – Central Sindical sente que a logística exigida pelas medidas de prevenção da Covid-19 está a agudizar situação dos trabalhadores, que se viram impedidos de ter a sua situação salarial revista este ano. A organização fez o comentário durante uma entrevista sobre o novo Decreto de Estado de Calamidade Pública.

 

A Organização dos Trabalhadores Moçambicanos-Central Sindical reagiu com satisfação em relação às medidas constantes no novo Decreto sobre Estado de Calamidade Pública por prever a protecção de grupos vulneráveis como os com doenças crónicas. “São medidas necessárias, obviamente criarão constrangimentos às entidades empregadoras, mas primeiro temos que salvaguardar a saúde e depois veem outras coisas”, precisou Damião Simango, porta-voz da organização para depois acrescentar que entretanto há coisas que não podem ser deixadas de lado nestes momentos difíceis.

“A pandemia também trouxe despesas consigo. A questão das máscaras, sabão, baldes entraram para as despesas das pessoas, numa situação em que os trabalhadores não tiveram o reajustamento do salário. Temos recebido informações sobre essa situação de aperto dos trabalhadores”, detalhou.

Face a esse cenário, a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos quer voltar à mesa de diálogo. “Vamos contactar os parceiros sociais para voltarmos a abordamos esse assunto, porque o que ficou claro é que não houve cancelamento, houve sim uma suspensão”, justificou para depois avançar que “o ano vai para o seu fim, não podemos ficar numa situação de indecisão alguma coisa tem que ser acordada. As pessoas estão na espectativa por que não se sabe se haverá ou não”, defendeu Simango para depois falar de metas “amanhã (hoje) retomam as sub comissões do Conselho Consultivo do Trabalho, isto é, formalmente as o CCT volta a funcionar normalmente. Como os mecanismos de diálogo são por via da CCT, obviamente levaremos a nossa proposta para os parceiros sociais para que faça parte da agenda das nossas discussões”.

A organização saudou ainda o relaxamento das medidas restritivas em alguns sectores de actividade, facto que na visão da OTM poderá reanimar a economia. “Quando a economia tende a retomar traz benefícios para todos nós, como trabalhadores, assim como para os patrões, os empregadores. Acreditamos que com esta abertura gradual, abre-se perspectivas de dias melhores, depois de meses caracterizados pela baixa de produção”.

maior e mais antiga central sindical do país disse porém comungar do posicionamento do Chefe de Estado em relação às cautelas que se deve ter nesse relaxamento. “A reabertura não deve significar, da nossa parte como cidadãos, a irresponsabilidade. Para que o nível de reabertura cresça é importante que cada um de nós seja exemplo, porque se assim não acontecer corremos risco de voltarmos ao confinamento”, terminou.   

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