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Ordem dos Enfermeiros diz que já esperava pelo despedimento dos “combatentes” da COVID-19

Foto: O País

A Ordem dos Enfermeiros de Moçambique já esperava que os profissionais de saúde, contratados para reforçar a equipa de combate à COVID-19, fossem despedidos assim que as infecções reduzissem. Mas lamenta a falta de pagamentos de salários e apela para o diálogo entre as partes.

A Ordem dos Enfermeiros de Moçambique ainda não recebeu formalmente qualquer expediente sobre os profissionais de saúde a manifestar inquietação face aos despedimentos e o não pagamento dos seus ordenados, uma situação que ocorre por todo o país.

De acordo com Grácio Guambe, vice-bastonário da Ordem dos Enfermeiros, decorre um trabalho para a solução do problema.

“Não está a acontecer apenas no Hospital Central de Maputo, mas em todo o país; e não é assunto isolado do país, no mundo inteiro houve contratações em massa, para poder responder aos picos da demanda da COVID-19. Naturalmente, quando este pivô de demanda reduz, o processo de reintegrar essas pessoas não é automático. E, hoje em dia, não é fácil viver sem salários, quando o salário atrasa três dias é suficiente para criar uma desestruturação no nosso quotidiano, pior dois meses”, lamentou.

A Ordem garante ainda haver vagas para o enquadramento da mão-de-obra ora despedida, mas sublinha que tudo depende do cabimento orçamental.
“Há espaço para que as pessoas a curto e médio prazo sejam contratadas, porque há muitas vagas por preencher. A questão que está em jogo é mais cabimento orçamental que as instituições devem ter para absorver esses colegas”, concluiu Grácio Guambe.

Refira-se que o Ministério da Saúde prometeu estar a resolver o problema do pessoal desvinculado.

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