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Orações do Natal orientadas para o fim da COVID-19 e guerras em Moçambique

As igrejas já se preparam para celebrar o nascimento de Jesus Cristo. Mas este ano o momento será diferente porque, por conta da pandemia do novo Coronavírus, poucos crentes irão participar nos cultos. Haverá pouca comunhão e as orações estão viradas para o fim da COVID-19, do terrorismo em Cabo Delgado e dos ataques armados em Manica e Sofala.

À tinta desenhou-se quadradinhos no pavimento. A distância entre eles é de pelo menos metro e meio conforme as orientações da Saúde, para a prevenção da COVID-19. São essas marcas que orientam os passos dos crentes para, de forma cautelosa, entrarem na casa do Senhor e aguardar pelo nascimento do Seu Filho Jesus Cristo, a salvo do novo Coronavírus.

Há menos de uma semana do Natal, as igrejas já preparam as suas celebrações num ano considerado atípico. Parece haver mais motivos para orar pelo fim da pandemia da COVID-19 do que celebrar a vinda do Salvador, até porque na escritura sagrada Jesus diz: “eu farei tudo o que pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado”.

“Todas as igrejas e confissões religiosas são chamadas a orar para ver se Deus pode ter misericórdia de nós e salvar-nos dessa pandemia”, disse Sebastião Honwana, evangelista da Igreja Assembleia de Deus da Baixa da cidade de Maputo.

Enquanto se aguarda pela misericórdia de Deus, as igrejas preparam a tradicional festa para a recepção do Filho do Homem, enviando para livrar o mundo dos seus pecados, mas seguindo todas as orientações do Governo para que a vinda de Jesus Cristo não abra espaço para o aumento de casos do novo Coronavírus.

“A nossa igreja tem um espaço enorme e está assegurada a observância das normas estatuídas para que haja distanciamento entre os crentes e não tenhamos qualquer risco de propagação da COVID-19”, garantiu Jorge Chacate, da Paróquia São Cipriano da Igreja Anglicana.

Se antes havia vigília, este ano será diferente: “já não teremos aquela celebração do Natal, na qual fazíamos uma vigília das 19 horas até ao amanhecer. Assim, teremos, apenas, um único culto que vai ser celebrado a partir das 15h30 até às 16h30, uma hora de tempo conforme as regras”, lamentou o evangelista da Igreja Assembleia de Deus.

Além de alternar os cultos, este ano não haverá celebração da comunhão e muito menos os outros sacramentos. As igrejas expuseram esta questão ao Colégio Pastoral.

“Nós estamos convencidos de que passaremos o Natal sem comunhão do Senhor, infelizmente. O ano de 2020 é para esquecer, mas pelo trabalho que está a ser feito, temos a certeza de que tudo vai se normalizar”, disse o pastor Ventura, da Igreja Presbiteriana, na cidade de Maputo.

Neste Natal, as igrejas vão, igualmente, orar pelo fim dos ataques terroristas em Cabo Delgado e conflitos armados no centro do país.

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