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Ora viva “quartos”, olá Senegal…

Fotos: FIBA-África

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino defronta, esta quinta-feira, às 15h00, o Senegal em jogo dos quartos-de-final do “Afrobasket”-2021. Esta quarta-feira, o conjunto de Nasir “Nelito” Salé derrotou o Quénia por 72-50 no “play-off” de acesso aos “quartos”.

Ora viva, quartos-de-final. Pela sexta vez consecutiva (ndr: o país qualificou-se para os quartos-de-final dos “Afrobasket’s 2011,  2013, 2015, 2017, 2019 e 2021) Moçambique vai marcar presença nos quartos-de-final do Campeonato Africano de basquetebol sénior feminino. No acesso aos “quartos”, diante das quenianas, as meninas mostraram como se faz! A sua bravura! Grandeza! Voltaram a mostrar que elas são mais grandes que toda a pequenez e tacanhez que se lhes rodeia e faz escola no desporto moçambicano, no geral, e basquetebol, em particular. Controlaram o primeiro quarto, vencendo pelo parcial de 24-12. Mais do mesmo no segundo quarto: condicionaram o adversário, saíram a vencer por 17-11.

Baixaram a pontuação no terceiro quarto, etapa em que venceram por um parcial de 16-10. O quarto e derradeiro quarto foi de gestão. Pudera, amanhã há o colosso Senegal.

Mas vamos lá aos “targets” que nos levaram aos quartos: Ingvild “Inga” Mucauro esteve perto de um duplo-duplo ao contabilizar 21 pontos e sete assistências em 32:52 minutos na quadra.

Mucauro foi secundada por Odélia “Mafa” Mafanela que contabilizou 12 pontos e cinco ressaltos em 24:23 minutos na quadra.

 

SENEGAL, O TODO PODEROSO

Este ano, quem será o adversário? Nada mais nada menos que o Senegal, colosso da modalidade da bola ao cesto que frustrou, em 2019, o sonho de Moçambique disputar pela quarta vez na sua história uma final do “Afrobasket”, feitos alcançados em 1985, 2003 e 2013.  A 16 de Agosto de 2019, o Senegal suou às estopinhas para derrotar Moçambique (60-57) nas meias-finais do “Afrobasket”. As senegalesas, lideradas por Austou Traoure (contabilizou 16 pontos e nove ressaltos), controlaram o primeiro quarto com parcial de 18-8. O segundo quarto voltou a ser dominado pelo Senegal que venceu por 11-18, saindo ao intervalo com uma vantagem de 35-19.

Com melhor pontuação no jogo, o Senegal voltou a condicionar as moçambicanas controlando o terceiro quarto com parcial de 22-9. Moçambique melhorou a sua pontuação no terceiro quarto, mas perdeu por 19-13.

Com um duplo-duplo (18 pontos e 14 ressaltos dos quais oito ofensivos e seis defensivos), Tamara Seda foi a melhor unidade da selecção nacional nos 37:46 minutos em que esteve na quadra. Quem, para nãp variar, também esteve em grande ao arrancar um duplo-duplo (17 pontose e dez ressaltos dos quais quatro ofensivos e seis defensivos) foi  Leia “Tanucha” Dongue, ausente na prova deste ano por motivos devidamente justificados.

O mesmo Senegal esteve no trilho de Moçambique no acesso à final do “Afrobasket” 2017, em Bamako, Mali. As senegalesas bateram as moçambicanas por 72-57, em desafio no qual lideram o primeiro quarto com parcial 20-19.  Voltaram a estar melhor no segundo quarto (as senegalesas) com parcial de 24-11. No terceiro quarto, as duas equipas baixaram a sua pontuação sendo que o parcial foi de 10-12, vantagem para as actuais vice-campeãs africanas. Já no terceiro quarto, mais do mesmo: parcial de 16-12, maior para o Senegal.

Tamara Seda, “rookie” na competição, arrancou um duplo-duplo na prova contabilizando 20 pontos e 14 ressaltos em 38:05 minutos na quadra. Outrossim, Leia “Tanucha” Dongue brilhou com 18 pontos e seis ressaltos em 34:31 minutos.

Astou Traoure foi a melhor cestinha do Senegal com 18 pontos os quais juntou quatro ressaltos em 37:27 minutos na quadra.

Nesta competição, Moçambique afastara Angola nos quartos-de-final com vitóruia saborosa por 61-47, num duelo em que Leia “Tanucha” Dongue arrancou um duplo-duplo: 24 pontos e 14 ressaltos em 38:43 minutos na quadra.

Dois anos antes, ou melhor, em 2015, Moçambique perdeu nos quartos-de-final do “Afrobasket” com a Nigéria, por 71-66, jogo disputado a 16 de Outubro. As nigerianas vingavam-se, desta forma, da derrota sofrida dois anos antes (2013) nos quartos-de-final justamente diante de Moçambique, por 77-74.

A 30 de Setembro de 2011, a selecção nacional perdeu nos quartos-de-final do “Afrobasket” de Bamako, Mali, diante da Nigéria por 77-49. Deolinda Gimo foi a melhor cestinha de Moçambique.

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