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Onze substituições de treinadores no Moçambola 2021

A primeira volta do Moçambola 2021 já levou a substituição de 11 treinadores nos 14 clubes que disputam a prova. Alguns por chicotadas psicológicas e outros por motivos de força maior, casos de perda de vida e chamada para outros desafios. Mas as chicotadas psicológicas fizeram cair cinco treinadores, com o Costa do Sol e o Textáfrica do Chimoio a serem os clubes que mais contribuíram para essas substituições.

 

TROCAS POR MOTIVOS COMPREENDIDOS

Ao início do campeonato nacional de futebol, edição 2021, em Janeiro último, os clubes tinham os seguintes treinadores: Victor Mayamba (AD de Vilankulo), Hélder Duarte (Associação Black Bulls), Horácio Gonçalves (Costa do Sol), Rogério Marianni (Desportivo de Maputo, Akil Marcelino (Ferroviário da Beira), Antoninho Muchanga (Ferroviário de Lichinga), Daúde Razaque (Ferroviário de Maputo), Antero Cambaco (Ferroviário de Nacala), Chaquil Bemat (Ferroviário de Nampula), Artur Comboio (Incomáti de Xinavane), Aly Hassan (Liga Desp. de Maputo), Victor Muchenga (Matchedje de Mocuba), Amid Tarmamade (Textáfrica) e Nacir Armando (UD de Songo).

Mas, devido a motivos compreensivos, o Costa do Sol foi obrigado a trocar de treinador. Horácio Gonçalves foi chamado a assumir o comando da selecção nacional de futebol, os Mambas, e, por isso, teve de deixar o ninho do canário, para onde foi chamado Artur Comboio, que, por seu turno, teve que abandonar o Incomáti de Xinavane.

Os “açucareiros”, depois de perderem Comboio, foram buscar Danito Nhamposse para comandar a equipa até ao final da presente temporada.

Por más notícias foi o Desportivo Maputo obrigado a trocar de treinador, quando Rogério Marianni perdeu a vida devido à doença. Os “alvi-negros” foram obrigados a chamar Satar Salvado para navegar a águia, que, até então, estava em voo rasante e assim continua.

Já nos “fabris” do Planalto foi Amid Tarmamade obrigado a afastar-se do comando técnico ameaçado pelos adeptos, que não concordavam com a sua continuidade, depois do afastamento do então presidente da colectividade, Quinito Todo Jr.

Destes, apenas o Desportivo continua com o seu treinador até ao fecho da primeira volta do Moçambola.

 

SEIS TREINADORES CHICOTEADOS DO MOÇAMBOLA

Entretanto, ao longo da competição algumas equipas começaram a ter chicotadas psicológicas. Aly Hassan foi dos primeiros a deixar o comando da Liga Desportiva de Maputo, por maus resultados e, para o seu lugar, foi chamado Dário Monteiro, que tinha feito um brilharete com a selecção nacional sub-20, no torneio Cosafa e no CAN da categoria.

Também por maus resultados, seguiu-se Chaquil Bemat, no Ferroviário de Nampula, que não conseguia sair da zona da despromoção, tendo sido chamado Nelson Santos, técnico que conhece muito bem o futebol moçambicano, depois das passagens pelo Costa do Sol e Ferroviário de Maputo.

No Songo, Nacir Armando não aguentou o fracasso e foi convidado pela direcção a deixar o lugar, sendo este ocupado actualmente por Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, que terá auxílio de um sérvio nas suas funções no comando dos “hidroeléctricos”, que vão representar o país nas competições africanas.

Nacir Armando acabou por ser chamado ao Matchedje de Mocuba, para substituir Victor Muchenga, que, também por maus resultados, não conseguia tirar os “militares” do fundo da tabela classificativa. Muchenga acabou por ser colocado como adjunto de Nacir Armando.

No Textáfrica do Chimoio, se Amid Tarmamade foi escorraçado pelos adeptos, Custódio Paruque, que assumiu logo de seguida, não fez muito pela equipa e a direcção acabou por optar por o chicotear do cargo, mas mantendo-o na equipa técnica, agora liderada por Artur Comboio.

O último a receber uma chicotada foi Artur Comboio, no Costa do Sol, algo que precipitou uma greve dos adeptos que não concordaram com a decisão da direcção e exigem que seja afastado da equipa o outro Artur, Faria, que é director desportivo, para que seja devolvido o cargo a Comboio, quando já se falava de Jossias Macamo a seguir.

Nesta saga de troca de treinadores, apenas a Associação Desportiva de Vilankulo, Associação Black Bulls, os Ferroviários da Beira, de Maputo e de Lichinga mantêm os seus treinadores.

A segunda volta arranca esta quinta-feira com alguns treinadores com as calças nas mãos, casos de Victor Mayamba, Daúde Razaque e Satar Salvado.

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