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ONU protesta contra expulsão de funcionários da organização na Etiópia

Foto: Historia do Mundo

Após anúncio da expulsão de sete funcionários das agências das Nações Unidas pelas autoridades etíopes, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu uma queixa formal ao país.

Segundo esclareceu o porta-voz da ONU, Farhan Haq, citado pelo Notícias ao Minuto, o secretário-geral da organização, António Guterres, disse em chamada telefónica que manteve com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, que a decisão do Governo estava em contradição com as obrigações decorrentes da Carta das Nações Unidas.

Entretanto, não foi divulgada a resposta do ministro etíope em relação a confrontação de Guterres.

Segundo escreve a imprensa portuguesa, as Nações Unidas enviaram “uma nota verbal à missão permanente da Etiópia para esclarecer que é uma posição legal de longa data da Organização não aceitar a aplicação da doutrina ‘persona non grata’ em relação aos funcionários da ONU”, esclareceu Farhan Haq, numa conferência de imprensa.

“Esta é uma doutrina que se aplica aos agentes diplomáticos, ou utilizada por um Estado contra outro Estado. A aplicação desta doutrina aos funcionários da ONU é contrária às obrigações decorrentes da Carta das Nações Unidas e aos privilégios e imunidades que devem ser concedidos à ONU e aos seus funcionários”, avançou o porta-voz, citado pelo Notícias ao Minuto.

Na quinta-feira, o Governo etíope anunciou a expulsão no prazo de 72 horas de sete funcionários de agências da ONU acusados de “interferirem” nos seus assuntos internos, incluindo membros do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

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