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ONU condena violência em Myanmar

A pressão internacional para a libertação de todos os detidos desde 1 de Fevereiro aumenta.

Os 15 membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciaram as acções violentas da Junta, incluindo a China e a Rússia, aliados tradicionais dos generais birmaneses. Apesar isso, a junta não dá sinais de ceder, escreve a Euronews.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “é essencial libertar todos os prisioneiros, respeitar os resultados das eleições e permitir que se regresse a uma transição democrática”.

Em Rangum e Mandalay, as duas maiores cidades do país, as manifestações são diárias apesar do medo e da violência. Na primeira linha do protesto estão jovens universitários.

Nway Oo Shwe Yi, uma estudante entrevistada nas ruas de Rangum, citada pela Euronews, afirmou que o comportamento das autoridades mudou na manifestação de quarta-feira.

“Quando nos atacaram, ao contrário de outras forças de segurança, não usaram granadas de fumo. Começaram logo a disparar com armas e foram brutais. Não houve qualquer aviso. Não tínhamos armas como as deles. Prenderam cerca de 20 pessoas, incluindo os manifestantes da linha da frente”, declarou a estudante.

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