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ONG’s suíças exigem perdão da dívida dos países pobres

Um total de onze ONG’s suíças exige perdão da dívida dos países pobres como Moçambique. A medida é vista como um alívio as contas em tempos da pandemia da COVID-19.

Há muito que a Suíça parou de conceder empréstimos bilaterais a credores públicos e tem pouca influência no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial, mas os bancos suíços desempenham um papel fundamental como credores privados dos Estados.

Com a economia global em recessão devido à COVID-19, ONG’s suíças parceiras do Fórum de Monitoria do Orçamento exigem o perdão das dívidas dos países pobres como Moçambique.

“11 organizações suíças de desenvolvimento solicitaram ao Governo Federal Suíço que convoque uma mesa-redonda para negociar os termos do cancelamento urgente das dívidas que os países em desenvolvimento têm junto dos bancos suíços. Além dos interesses da confederação, bancos credores e governos devedores, os interesses da sociedade civil devem ser representados nesta mesa-redonda. As preocupações
das populações dos países devedores mais afectados pela crise do coronavírus devem ser ouvidas directa e substancialmente nas negociações”, lê-se num comunicado do FMO enviado ao O País.

E mais, as referidas organizações signatárias também exigem que os bancos suíços envolvidos garantam a transparência de seus empréstimos, suas condições e os termos de seu pagamento junto ao público.

“São dívidas públicas que devem beneficiar do apoio da comunidade dos países envolvidos, por isso esses dados são de alto interesse público”.

De acordo com dados não publicados do Banco Nacional Suíço (SNB), a dívida pública de 86 países mais pobres, incluindo Moçambique, contratada em 40 instituições financeiras da Suíça aumentou em cerca de 422.75 mil milhões de meticais.

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