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OIM reitera urgência do apoio financeiro internacional às vítimas do terrorismo

A Organização Internacional de Migrações (OIM) considera urgente o apoio financeiro internacional, para aliviar as necessidades dos deslocados de ataques armados, na província de Cabo Delgado. A instituição estima cerca de 58 milhões de dólares, o valor a ser aplicado para ajudar a minimizar o impacto do terrorismo sobre os deslocados internos.

A província de Cabo Delgado contabiliza pelo menos 800 mil deslocados por ataques armados que assombram a região norte de Moçambique, desde Novembro de 2017. A maioria dos deslocados encontra-se nos centros de acolhimento, onde as suas necessidades aumentam a cada dia.

Nesta quarta-feira, em conferência de imprensa, o director-geral da OIM, António Vitorino, reiterou que é urgente o apoio financeiro internacional, para suprir as necessidades das vítimas da insurgência.

“O nosso apelo é para garantir o abastecimento de alimento às pessoas, bens essenciais de higiene pessoal, de protecção contra a pandemia da COVID-19. Essas são necessidades concretas a que devem ser respondidas imediatamente”, disse António Vitorino.

A instituição considera, ainda, que a reposição de infra-estruturas básicas nas zonas libertadas é determinante, para que as vítimas de ataques armados possam retornar às suas zonas de origem.

“Reconstruir as infra-estruturas destruídas é uma prioridade, designadamente o acesso a serviços essenciais da vida quotidiana. Estamos a falar do acesso à agua e saúde, por exemplo”, vaticinou o dirigente.

Os apelos da OIM não param por aí. António Vitorino apontou, também, a necessidade de reerguer as infra-estruturas escolares, uma vez que muitas crianças ficaram sem aulas, devido à destruição dos estabelecimentos de ensino.

“Podemos manifestar com preocupação que quase a metade de deslocados, devido aos ataques armados, são crianças e mulheres. Por isso mesmo, é importante que essas infra-estruturas sejam reerguidas”, referiu-se António Vitorino.

Mesmo sem especificar números, a OIM constatou que há deslocados cujo paradeiro ainda é desconhecido. Contudo, a instituição acredita que estas pessoas poderão retornar às suas zonas quando as condições de segurança e serviços básicos forem restabelecidos.

Em Cabo Delgado, parte dos deslocados encontra-se a viver nas residências dos seus familiares. A OIM está a prestar assistência a 29 centros de acolhimento dos 59 existentes na província.

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