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OAM requer interrupção da audiência e Juiz indefere

Foto: O país

A sessão desta quinta-feira começou com a apresentação de questões prévias. O réu Manuel Renato Matusse usou o momento para dizer que não está confortável em não ter um advogado para acompanhar a audição do declarante Alberto Mondlane, antigo ministro do Interior.

“Eu gostaria de ter comigo o advogado, que ainda vou indicar, por isso peço para que não se prossiga com a audição do declarante, para que eu possa ser defendido”, disse.

A Ordem dos Advogados de Moçambique saiu em defesa do posicionamento do réu e disse que se o Tribunal prosseguir com a audiência, de hoje, vai colocar em perigo a ampla defesa do réu.

“Requeremos ao Tribunal que a audiência seja suspensa enquanto decorre o prazo de cinco dias que foi dado ao réu para indicar um novo advogado, porque, no nosso entender, o Tribunal e o Ministério Público não são os melhores sujeitos processuais para decidir o que é bom ou não para o réu”, disse o advogado Gilberto Correia, em representação da Assistente.

Por sua vez, o Ministério Público disse que não vê conexão entre o réu Manuel Renato Matusse e o declarante previsto para ser ouvido esta quinta-feira, por isso, discorda com a interrupção da audiência.

“Não vejo prejuízos para os autos e não vejo razões objectivas para interrupção desta sessão. Tal como disse, de acordo com os autos, não há conexão entre os depoimentos do declarante e os factos que são imputados ao réu”, explicou Ana Sheila Marrengula.

Sobre os requerimentos, o Juiz Efigénio Baptista decidiu indeferir os requerimentos com base nos fundamentos apresentados pelo Ministério Público, e a audição ao antigo Ministro do Interior prosseguiu.

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