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O verbo sopra de Quelimane

Cai o pano da I Feira Internacional do Livro de Quelimane, essa primeiríssima edição que  homenageia o poeta Armando Artur, tocando assim, com os dedos, a alma da poesia moçambicana. Quelimane e os seus munícipes  propuseram-se alargar o horizonte das letras nacionais, e ousar alcançar um estágio de interacção disposto acima dessa condição de sermos estrangeiros de nós próprios.

Prémio de Literatura José Craveirinha 2020, Armando Artur consagrou-se entre os maiores poetas, não pelo galardão, mas como um facho que lega tradição às novas  gerações de escritores  moçambicanos, entre os quais, reconhecidamente, Sangare Okapi, elucida: “para mim, Armando Artur é, definitivamente, o maior poeta moçambicano da contemporaneidade.”

Na mesma pele que reveste a alma poética arturiana, respira um outro ser, um amigo, com quem se pode partilhar a vida, um hábito que já transcende as manhãs para o coração da noite, num afago telúrico dos dias em riste.

É a esse ser tangível, que vão  essas breves linhas em papel, para que, com toda a profundidade, junte-me às vozes que de Quelimane, celebram os 35 anos de publicação do Poeta, cuja imortalidade, ora, se vislumbram os contornos.

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