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“O nosso objectivo é tornar o MDM mais forte”, dizem candidatos

Foto: O PAÍS

Os três candidatos à liderança do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) acreditam que têm objectivos em comum – tornar o partido mais forte. Os três candidatos falavam na última segunda-feira, no programa Noite Informativa, da STV Notícias.

José Domingos, actual secretário-geral do MDM, diz que fará uma governação aberta e garante que são todos úteis para trabalhar.

“O partido é grande, temos muitos lugares onde cada um de nós pode ter a sua tarefa e podem caber para todos. Temos condições jurídicas, departamentos, secretariados, tudo isso está em volta para o bem do partido. Isso significa que cada um de nós pode estar nesse ponto a dar a sua mais-valia. A nossa obrigação é criar condições para que cada membro onde estiver faça algo para o bem do partido”, disse José Domingos.

Já Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar do MDM na Assembleia da República, diz que estará aberto a todas as ideias. “A nossa candidatura, ao longo da campanha, tem desenvolvido ideias e um debate político interno. Promovendo o debate de ideias, estaremos a criar um ambiente de confiança depois de Dezembro. Criado este ambiente de confiança, é óbvio que o MDM tem muitos membros, mas não somos suficientes para realizar o trabalho e a missão. Também farei o possível e o máximo para que tenhamos uma agenda comum que é tornar o partido (MDM) mais forte, mais coeso, objectivo e para podermos também, internamente, nos reinventarmos. Acredito que nós, os três, temos objectivos em comum”.

Por sua vez, o deputado da Assembleia da República e membro do MDM, Silvério Ronguane, prometeu pagar remunerações aos delegados distritais.

“Não podemos continuar a ter delegados até ao nível de delegados distritais que não tenham nenhuma remuneração. Nós partimos das contas, estamos a dizer que o MDM tem 408 líderes até ao nível do distrito, ou seja, tem 11 na Comissão Política, 7 no secretariado e 157 delegados distritais. Nós pensamos também que esta família só se faz se melhorarem as condições. Não podemos ter delegados distritais que não têm um vencimento ou custa de trabalho”, prometeu.

Perguntado onde é que encontrará o dinheiro, respondeu que “claramente, a ideia é, sendo um partido que já venceu quatro cidades, estamos a pensar em investir em nós mesmos como acontece em qualquer partido, o exemplo a irmandade muçulmana no Egipto, que, além de ser político, é um organismo social”.

A eleição do novo presidente do partido do “galo” decorrerá no terceiro congresso, marcado para Dezembro.

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