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“O estado da Nação é de autossuperação, reversão às tendências negativas e conquista da estabilidade económica”, PR

Esta quinta-feira foi dia de o Presidente da República prestar contas ao seu “patrão”, relativamente ao estado da Nação. Boa parte do discurso, proferido na Assembleia da República, esteve dedicado ao terrorismo que assola a província de Cabo Delgado desde 2017. Filipe Nyusi garantiu que há uma tendência de estabilização da situação.

A segurança tende a estabilizar-se naquela província, de acordo com o Presidente da República, resultante de acções das Forças de Defesa e Segurança, com destaque para o abate de mais de 200 terroristas e a destruição de algumas de suas bases sinalizadas.

O sucesso das acções em Cabo Delgado é atribuído, também, às Forças estrangeiras do Ruanda e da SADC, cuja presença não é consensual entre as bancadas parlamentares. Sobre este assunto, Nyusi reiterou que os militares do Ruanda estão no território, no âmbito de um acordo bilateral entre os dois países.

“Paul Kagame disse, em Cabo Delgado, que não recebeu nada e não pediu nada”, disse o Presidente da República, tendo acrescentado que “as forças estrangeiras devem ser acarinhadas”.

O Chefe de Estado caracterizou como “banditismo puro, movido pela cobiça ao salto que estamos prestes a dar” os actos terroristas que assolam Cabo Delgado, e mais recentemente a província de Niassa.

Relativamente à situação que se vive em Niassa, o apelo foi para a calma, porquanto “as Forças de Defesa e Segurança tudo estão a fazer para conter a insurgência”.

A COVID-19 foi outro assunto que Nyusi levou na agenda. O Presidente disse não estar surpreso com o aumento de infecções nesta quarta vaga, dominada pela variante Ómicron do Coronavírus, uma vez que o sistema de saúde está preparado. Contudo, considera que a imunização continua a ser a chave na luta contra o vírus que já infectou 155.495 e matou outras 1.946 em Moçambique.

A redução de mortes pelo vírus é, para o Presidente, resultado das campanhas de vacinação que já beneficiaram a 7.352.996, sendo 119.543 nas últimas 24 horas, segundo dados recentes do Ministério da Saúde (MISAU) e, por isso, apela à adesão massiva.

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