O País – A verdade como notícia

O amor insaciável

Por: Eunice Moreira

 

O amor… tenho ouvido muito falar dessa palavra, mas, até agora, não entendo o verdadeiro sentido, só sei que amo o amor.

O amor, às vezes, nos confundi, mas não deixa de estar lá. Olha para mim, já fui iludida, mas o amor esteve lá. E não falo do amor dele, falo daquilo que sinto cada vez que o olho, quando vejo aquela postura de homem, os cabelos meio ondulados, a barba mal feita, até os espaços entre os seus dentes, vejo com amor.

Eu o amo e estou amando cada borboleta que sinto no estômago, cada sorriso bobo que sai quando o negócio é ele, a vontade que sinto de estar sempre por perto segurando na mão dele, me deitando em seu colo e acariciando-o.

Amo mesmo furiosa, afinal o amor não vai embora só por causa de uma prosa. Mesmo quando não podia, não queria, o amor não deixou de estar lá.

Fui traída, mas continuei amando, não como forma de justificar o erro ou convencer-me a ficar, mas porque o amor esteve lá, mesmo ferida o amor não me deu outra escolha se não continuar a amar-lhe.

Amo não só porque ele merece ser amado, mas porque hoje em dia o amor não passa de um teatro e, nesse mundo de cinema, eu escolhi marcar a diferença, até porque o amor não passa de uma crença.

Quando eu amo, tem que ser de verdade. Sim, amar sem restrições, sem limites, amar enquanto ainda se pode amar, amar enquanto o amor existe.

E quando falo de amar, não me limito apenas ao amor de um homem e uma mulher, falo também do amor que o mundo pode ter, o amor que não chega a ser palpável, nem mensurável, mas de um amor insaciável e inexplicável.

Amo porque o amor é bom, e quando acaba, não me arrependo de ter amado. Não amei apenas a ele, amei a mim também e fui feliz em cada momento, sem excepção. Porque amar, para mim, sempre será a melhor sensação.

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