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Nyusi reitera pedido à UE para formação militar contra terrorismo em Cabo Delgado

O Presidente da República apontou, ontem, a formação militar para combater o terrorismo, a assistência humanitária e apoio a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte como prioridades no pedido formulado à União Europeia. Para já, o que há disponível desta organização é o valor de 7.5 milhões de euros (cerca de 700 milhões de meticais) para assistência humanitária.

Frente-a-frente, Filipe Nyusi esteve ontem com o ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros português, para discutir a intervenção da União Europeia no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

Ao fim da reunião, veio a público o governante português explicar o teor da conversa, mas sem espaço para perguntas.

“Foi muito importante a reunião que acabamos de ter com o Presidente da República de Moçambique, que foi muito claro na identificação das áreas em que o incremento da cooperação pode beneficiar Moçambique”, diz o governante português, Augusto Santos Silva, avançando que as referidas áreas são “formação militar, apoio à acção humanitária para a população de Cabo Delgado e também maior trabalho da União Europeia em apoiar a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte”.

Prioridades definidas, mas a crise humanitária criada pelos deslocados de Cabo Delgado exige acções urgentes.

“Neste momento, há projectos e acções de assistência humanitária no valor de 7.5 milhões de euros e a região de Cabo Delgado está identificada como uma das prioridades”, disse Silva.

O processo de paz, no âmbito do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens da Renamo, esteve também na mesa de debate entre as partes, segundo Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

“Ao longo da audiência, o Presidente da República partilhou informação sobre o processo da paz e reconciliação no nosso país, tendo apreciado positivamente o papel e empenho da União Europeia e dos seus Estados membros nos processos de paz e reconciliação nacional”, disse Macamo.

Refira-se que o governante português, Augusto Santos Silva, está em Moçambique a mando do alto representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança, depois de as autoridades moçambicanas terem solicitado apoio a esta organização para travar os insurgentes.

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