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Nyusi promete transformar Soalpo em zona franca para criar mais empregos

Filipe Nyusi está desde hoje a trabalhar na província de Manica, a sétima província que escala no decurso da campanha eleitoral. Nyusi vai trabalhar durante três dias em oito distritos daquela província. E a porta de entrada foi a capital provincial, Chimoio onde orientou um comício popular no bairro da Soalpo, bastião da Renamo naquela cidade e o bairro dos antigos trabalhadores da antiga Textáfrica.

E por saber estar numa zona de influência da oposição tratou de deixar uma mensagem que o ajudasse a conquistar os votos dos milhares de residentes daquele bairro, que não conseguem esquecer a perda de empregos devido à falência da Textáfrica, a gigante têxtil que era a base da economia de toda a província de Manica.

Nyusi começou por recordar aos milhares de membros e simpatizantes da Frelimo ali presentes que sob orientação do seu Governo as suas residências não foram retiradas e ganharam a titularidade das mesmas, apesar de outrora terem pertencido à empresa.

Por outro prometeu transformar todo o bairro da Soalpo em Zona Económica Especial para atrair empresas que possam investir no gigante adormecido que é a fábrica de têxteis da Textáfrica, mas também atrair outro tipo de empresas e fábricas que podem investir em outros ramos de actividade de modo a criarem mais empregos para os residentes da cidade de Chimoio e de toda a província de Manica.

Nyusi explicou que esses investidores vão beneficiar de redução de impostos, entre outras facilidades para que possam ser incentivados a apostar naquela região. O actual Chefe de Estado que está a procura do segundo mandato na Presidência da República voltou a falar da bandeira da sua campanha que é a criação de mais de três milhões de empregos ao longo do próximo mandato através de atracção de investimentos, do uso de receitas provenientes da exploração dos recursos naturais.

Filipe Nyusi, prometeu ainda investir mais de 2 mil milhões de dólares na agricultura. Reconheceu que o valor é pouco, mas recordou que o Governo tem outras obrigações com a construção de estradas, hospitais, escolas, geração, transporte e distribuição de energia eléctrica, telecomunicações entre outras. E os recursos que o estado for a captar devem ser distribuídos por todos esses sectores.

Porém acredita que dar 10% do Orçamento do Estado à agricultura vai ser possível revolucionar a agricultura praticada no país. Deu exemplo do projecto Sustenta que deverá no próximo ciclo ser alastrado para todo o país, mas só nas duas províncias onde foi até aqui implementado permitiu fazer crescer a produção agrícola. Citou o distrito de Malema em Nampula como exemplo, para dizer que antes do Sustenta o distrito produzia pouco mais de 300 mil toneladas de produtos diversos, mas até ao final de 2018, Malema produzia quase 800 mil toneladas. Esse crescimento deverá ser observado em todo o país através do apoio a 3 milhões de famílias camponesas.

Ainda hoje o candidato da Frelimo trabalhou nos distritos de Bárue e Manica. Na vila de Catandica, sede do distrito de Bárue falou da paz como elemento primordial para que o país possa avançar. E pediu mais uma vez aos Homens Armados da Renamo para saírem das matas e retomarem à vida normal, até porque segundo ele, as bases onde estão devem ser transformadas em machambas e ou fábricas para produzir para a economia nacional e local. Até porque eles próprios são uma força de trabalho que estão ociosos.

Nyusi terminou o dia orientando um comício também com milhares de membros e simpatizantes do seu partido na cidade de Manica. Aqui falou das grandes obras do Governo naquela província, nomeadamente as obras da Estrada Nacional Número 6 que parte da Beira até Machipanda naquela mesma vila, a reabilitação da Linha Férrea de Machipanda também com o mesmo percurso e a reabilitação das centrais eléctricas das barragens de Mavuzi e Chicamba que estabilizaram a corrente eléctrica não só em Manica como em Sofala.

Mas também falou da construção de escolas, hospitais, expansão da energia eléctrica entre outras realizações. E prometeu fazer mais, mas tal depende do voto esmagador dos eleitores daquela província.

 

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