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Nyusi promete mais capacidade e poder interventivo às FDS para estancar o terrorismo

O país está a ser agredido por “forças estranhas” e os alvos são a população indefesa e as instituições sociais. O objectivo é a “desintegração do tecido social e a criação do caos”, disse o Presidente da República, hoje, numa comunicação à Nação por ocasião da celebração dos 28 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma (Itália). Filipe Nyusi reafirmou o desejo do Governo de continuar a reforçar a capacidade e o poder interventivo das Forças de Defesa e Segurança (FDS), para “dar reposta cada vez mais eficiente” contra o terrorismo em Cabo Delgado.

“Infelizmente, celebramos 28 anos do Acordo Geral de Paz com dor e mágoa porque uma parte das populações da província de Cabo Delgado, Sofala e Manica ainda vive o drama da violência armada”, afirmou o Chefe de Estado, após depositar uma coroa de flores no monumento dos heróis moçambicanos, em Maputo.

“No momento em que celebramos as conquistas da paz, aproveitamos para, mais uma vez, apelar aos concidadãos que procuram ameaçar e atacar aos nossos compatriotas que por consciência própria e patriótica decidiram entregar as armas e tomar um novo rumo de vida. Esses concidadãos devem ser respeitados e merecem o nosso apoio”, disse Filipe Nyusi.

Segundo o Chefe de Estado, a violência armada “acontece num momento em que a consolidação da paz e o desenvolvimento constituem preocupação fundamental de todos” os moçambicanos.

Os agressores, cujos motivos são desconhecidos, “assassinam a população e vandalizam instituições públicas na província de Cabo Delgado, com o objectivo de desviar o foco da nossa agenda como povo e atrasar a realizar do sonho de criação do bem-estar para todos”, afirmou Filipe Nyusi.

Para o Presidente da República, “é um facto aceite que o terrorismo, em todas as suas variantes, constitui um teste às lideranças políticas de todo o mundo. A experiência demonstra que este mal é global”.

Prosseguindo, o Chefe de Estado considerou que a estratégia do terrorismo é o medo que os seus promotores impõem às vítimas. Sublinhou que os protagonistas dessas acções publicitam o medo com o intuito de o “ampliar e criar a ideia de um vazio de autoridade”.

“Quando olhamos para o que tem estado acontecer em Cabo Delgado, percebemos que está em curso esta estratégia de ampliação do medo, banalização da vida e violação dos direitos humanos pelos terroristas”, realçou Filipe Nyusi e condenou a divulgação das imagens sobre o terror naquela província, “sem o crivo de alguma crítica às fontes”.

Contudo, “a população de Cabo Delgado está a colaborar. Os jovens das Forças de Defesa e Segurança combatem com a sua população. Queremos reafirmar que condenamos, veementemente, esses actos. Reiteramos que como Estado soberano que somos continuaremos a usar todos os recursos ao nosso dispor para garantir a ordem e segurança pública”.

“É nosso ensejo é continuar a reforçar a capacidade de intervenção militar e a projecção do poder das Forças de Defesa e Segurança para que possam dar resposta cada vez mais eficiente às investidas dos terroristas”, disse Nyusi.

O Presidente da República chamou os promotores dos ataques armados no centro do país à razão e reiterou que o diálogo deve ser sempre o caminho a seguir.

“Chamamos atenção à Junta Militar da Renamo para que entenda que quaisquer que sejam as suas reivindicações, elas devem ser feitas por meio do diálogo e nunca com armas, chacinando cidadãos indefesos e destruindo infra-estruturas públicas e privadas”.

De acordo com o Chefe de Estado, a paz é um instrumento para o bem-estar do povo. Nyusi saudou as FDS pelo seu empenho no combate à violência armada no centro e norte do país. À sociedade – aos partidos políticos em particular – exortou para que se continue a consolidar a democracia, fazendo “batalhas políticas” conforme o ordenamento jurídico.

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