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Nyusi preocupado com violência na África do Sul

O Presidente da SADC está preocupado com a violência na África do Sul que está a causar mortes e destruição de propriedades. Filipe Nyusi diz que os ataques podem afectar a economia da região cuja previsão de crescimento é de dois por cento em 2021 e 3,2 por cento em 2022.

Através de um comunicado datado de 15 de Julho de 2021, o Presidente da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Filipe Nyusi, começa por expressar sua preocupação com a situação que se vive na vizinha África do Sul que já causou muito luto nas famílias e destruição de propriedades.

“A SADC apresenta as suas condolências às famílias das vítimas da violência; e muitas outras cujos meios de subsistência foram destruídos como resultado da pilhagem de infra-estruturas públicas. Os protestos violentos constituem não apenas uma ameaça, à vida humana, mas também geram instabilidade, asfixiam o crescimento económico, amplificam os riscos e impedem o tão necessário retorno do investimento. Portanto, a SADC condena veementemente estes ataques a propriedades, negócios e pessoas”, escreve.

São ataques que, segundo lê-se no comunicado do Presidente da SADC, caso não sejam controlados, podem ter impactos negativos nos restantes países da bloco.

“Dada a posição estratégica da África do Sul na economia regional, se a actual a agitação não for controlada, a mesma terá um impacto negativo na cadeia de abastecimento de bens essenciais da região, abrandará as principais rotas comerciais, reduzirá as oportunidades de emprego e ameaçará as infra-estruturas vitais, não só da África do Sul, mas também da região da SADC, no seu todo”, disse Nyusi.

O Chefe de Estado moçambicano acrescenta, ainda que “a SADC observa que se a violência persistir, a recuperação projectada para a região e o crescimento previsto em 2 por cento, em 2021 e 3,2% em 2022, pode não ser alcançável. Estes danos irão, sem dúvida, aumentar, o que irá constituir um grande revés para os esforços da região de reconstruir as economias após a pandemia do Coronavírus”.

Para ultrapassar esta situação, a SADC insta as lideranças e os cidadãos a primarem pelo diálogo construtivo com vista a resolver a crise actual. A comunidade reafirma ainda a sua solidariedade e o seu apoio ao povo assim como ao Governo da África do Sul nos seus esforços contínuos para restaurar o Estado de Direito, a paz e a estabilidade.

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