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PR fala de zonas libertadas, mas diz que o inimigo é perigoso

O Presidente da República fala de terroristas tanzanianos, congoleses, somalis, ugandeses, ruandeses, quenianos e recrutas moçambicanos e pessoas de outras partes do mundo que foram identificados no grupo terrorista que actua em Cabo Delgado. Nyusi garante que o Exército tomou as zonas antes sob domínio dos terroristas, mas alerta que “esse inimigo é perigoso”.

O pretexto era a celebração do “dia da vitória”, 7 de Setembro, mas o pano de fundo da comunicação do Presidente da República foi a questão de segurança na província de Cabo Delgado. Falando a partir da cidade de Nampula, local que acolheu a cerimónia central, Nyusi começou por dar o panorama das nacionalidades de alguns terroristas que já foram capturados e/ou abatidos em combate que são das nacionalidades acima mencionadas, essencialmente na região dos Grandes Lagos e do “Corno de África”, com um histórico de décadas de movimentos terroristas.

“Neste momento, recuperamos quase todos os espaços que haviam sido ocupados pelos terroristas, estando a decorrer operações de ‘limpeza’ e esclarecimento combativo e o restabelecimento de infra-estruturas de energia, água, telefonia móvel, banca, estradas, pontes, centros de saúde, entre outras. Mesmo assim, alertamos à máxima vigilância, porque o terrorista é suspeito e nunca tem um espaço permanente onde vai actuar. Por isso, todo o povo moçambicano, do Rovuma ao Maputo, mantenhamos a vigilância porque esse inimigo é perigoso”, alerta Filipe Nyusi.

O conflito em Cabo Delgado já fez mais de 800 mil deslocados e pouco mais de 2000 mortos. Com a situação de segurança a melhorar, a população procura voltar às zonas de origem, mas o Chefe do Estado apela para que se mantenha calma. “A situação tende a melhorar a cada dia, o que leva a que alguma população esteja a regressar às suas zonas de origem, contudo aconselhamos a observar recomendações das estruturas locais que variam de zona para zona para melhor recomendar. O combate ao terrorismo faz-se também com o patriotismo e amor à pátria de todos os moçambicanos, particularmente dos mais jovens. Esses valores consolidam a unidade nacional, a unidade nacional, a nossa moçambicanidade, porque um patriota convicto não é capaz de vender a sua pátria, seja a que preço for”.

Os ataques terroristas em Cabo Delgado iniciaram em Outubro de 2017, no povoado de Auasse, distrito de Mocímboa da Praia. Em pouco tempo, evoluíram pela parte costeira à norte de Cabo Delgado e o pior episódio de controlo de uma circunscrição territorial foi exactamente na vila de Mocímboa da Praia que, durante um ano, esteve fora de controlo do Estado moçambicano, tendo sido tomado novamente recentemente, numa operação bem-sucedida liderada pelas tropas nacionais e do Ruanda.

Por ocasião da data, foram condecorados, a nível nacional, 1547 combatentes, tanto da Luta De Libertação Nacional, como da Defesa da soberania.

7 de Setembro de 1974 foi o dia em que o Governo português e a Frente de Libertação de Moçambique assinaram em Lusaka, capital da Zâmbia, o acordo de reconhecimento da independência e autodeterminação do povo moçambicano e ficou acordado o 25 de Junho de 1975 como data de proclamação da independência nacional. A data também é conhecida como “o Dia da Vitória”.

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