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Nyusi defende inclusão e satisfação aos munícipes para desenvolvimento das autarquias locais

O Chefe do Estado, Filipe Nyusi, apelou hoje aos presidentes das autarquias locais a enveredar pela inclusão para garantir desenvolvimento das áreas sob sua jurisdição, bem como prestar satisfação aos munícipes.

Segundo o Presidente da República, o munícipe tem “expectativas, objectivos e esperança” na sua relação com a edilidade. E porque os edis são eleitos, satisfazer ao eleitorado é uma forma de resolver os problemas nos municípios.

Aliás, no que aos desafios diz respeito, Filipe Nyusi entende que persistem elevados índices de pobreza nos centros urbanos, “sobretudo nas camadas mais idosas”.

Quando se fala de protecção social, por exemplo, os edis não podem perder de vista que nos seus municípios há pessoas de precisam de mais apoio em relação às outras, disse o Chefe do Estado.

Sobre o desemprego, principalmente entre os jovens, estes estão na expectativa, mas “são muito activos e criativos”, por isso, “dialoguem com os jovens. Não fiquem atrás da cortina” para reproduzir discursos segundo os quais há desemprego no país, orientou Filipe Nyusi.

“Nós não estamos autorizados a murmurar e a lamentar” porque “fazemos parte da solução” do problema, “com o próprio jovem”, prosseguiu o Chefe do Estado, na abertura da XI Reunião Nacional das Autarquias Locais.

O evento decorre sob o lema “Pelo desenvolvimento autárquico participativo, integrado e inclusivo” e tem como objectivo reflectir sobre os principais desafios de desenvolvimento que impactam na gestão municipal, e propor soluções para melhoria do desempenho dos municípios, com enfoque na satisfação das necessidades dos munícipes.

Num outro desenvolvimento, o Presidente da República explicou que “os verdadeiros líderes servem à sua equipa, e não o contrário. Os verdadeiros líderes transmitem poder às suas equipas”.

Com estas palavras, o Chefe do Estado pretendia alertar aos edis sobre a importância de trabalhar com uma equipa motivada de modo a obter resultados em prol do desenvolvimento que satisfaça aos munícipes.

Filipe Nyusi alertou ainda aos edis sobre a “fuga de quadros competentes” em diferentes organizações, tendo esclarecido que se as autarquias locais ainda não enfrentam esse problema, poderão enfrentá-lo um dia.

“Um dos desafios que as organizações enfrentam é a fuga de quadros competentes. Podem [não] estar a viver isso ou viverão em qualquer momento. É dinâmica da vida. Alguns dos incentivos que fazem com que os colaboradores permaneçam na instituição ou organização são: reconhecimento e apreciação” do trabalho feito, disse Filipe Nyusi.

Ainda de acordo com o Presidente da República, o “trabalho estimulante e satisfatório, o percurso de carreira bem definido e a oportunidade de crescimento” também asseguram permanência de quadros na instituição.

É preciso que haja também “gestores que respeitam uma vida equilibrada”, que saiba atribuir “compensações e benefícios competitivos”, afirmou Nyusi, que entre outros exemplos sublinhou que é importante que os presidentes das autarquias saibam disso tudo.

Segundo o Chefe do Estado, cada autarquia deve definir o que quer fazer na área sob sua jurisdição de modo que a sua visão seja sustentável.

Na área de infra-estruturas, por exemplo, Nyusi orientou para que haja qualidade, durabilidade, resiliência e racionalização de recursos.

Aliás, Nyusi apelou ainda para que a adjudicação de obras públicas nos municípios seja transparente e os valores para a sua execução não sejam exorbitantes. E defendeu igualmente a necessidade de articulação entre as instituições.

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