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Nyusi defende inclusão e distribuição de renda através de serviços públicos

O Presidente da República diz que a forma mais correcta e transparente de fazer justiça social e lutar contra as assimetrias é garantir a prestação de serviços públicos em todo o país. Filipe Nyusi falava, hoje, na inauguração da rede eléctrica do posto administrativo de Itepela, distrito de Ngaúma.

Dados oficiais indicam que 40% da população tem acesso à energia eléctrica, sendo que a meta é garantir o acesso universal até 2030. O caminho ainda é longo, mas passo a passo mais moçambicanos vão entrando na estatística dos que têm energia eléctrica, em casa, da rede pública.

Esta quinta-feira, foi a vez do posto administrativo de Itepela, no distrito de Ngaúma, província do Niassa, entrar na estatística. Para o Presidente da República, dar energia à população é uma das formas de garantir a inclusão social e distribuição de riqueza.

“A forma mais correcta e transparente de fazer justiça social, lutar contra assimetrias e distribuição equitativa de riqueza é levar a prestação de serviços públicos a todo o território nacional. Há vezes em que fazemos confusão sobre distribuição de riquezas. Tive a ocasião uma vez de explicar que não existe uma parte onde existe um saco de dinheiro das cobranças de taxas que depois se passa a distribuir pelas famílias. Como se faz  [isso?] é levar água, energia, é fazer estrada onde todos nós usamos, posto de saúde, com toda assistência”, defende o Presidente da República.

Com o acesso à energia eléctrica, Filipe Nyusi espera que se estimule o desenvolvimento social e económico das famílias urbanas e rurais. “Queremos que todos os moçambicanos conheçam, com maior brevidade possível, os benefícios e a qualidade de vida proporcionados pela energia eléctrica em suas vidas, em casa, na escola, nos centros de saúde, enfim, no seu dia-a-dia e a todos os níveis. Ao levar energia eléctrica ao domicílio dos moçambicanos, o meu Governo fomenta o desenvolvimento e garante que as famílias prosperem por via do incentivo do uso produtivo de energia e é isso que nós esperamos que aconteça aqui, em Itepela”, disse o Presidente da República.

Com a isenção da taxa de novas ligações anunciada em Dezembro do ano passado, a Electricidade de Moçambique (EDM) perdeu uma fonte de rendimento, mas deve fazer o investimento para garantir a expansão da rede. Mesmo assim, a empresa pública de electricidade garante cumprir a meta do Governo.

“Achamos que estamos num bom caminho. Como deve perceber, em termos do que está previsto para este ano, cerca de 300 mil ligações, neste momento, estamos com cerca de 145 mil ligações feitas até aqui e, naturalmente, isso é influenciado pela pandemia e achamos que, nos seis meses que restam para o final, vamos conseguir cumprir esse desiderato”, garantiu Marcelino Gildo Alberto, presidente do Conselho de Administração da EDM.

Outro grande problema que a empresa enfrenta é a dívida por parte de instituições públicas que, neste momento, chega a 25 milhões de dólares. “Já conseguimos ter acordos com algumas empresas, como a Tmcel, FIPAG, Aeroportos de Moçambique e eles têm estado a cumprir o que estabelecemos nos acordos que permitem que paguem de forma paulatina as perdas”, concluiu.

As empresas públicas mencionadas fazem parte da lista dos maiores devedores.

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