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Nova secretária-executiva do SETSAN instada a acabar com a desnutrição crónica

Foto: GPM

O Governo quer redução dos níveis de desnutrição crónica, através do aumento da produção e disponibilidade de alimentos de qualidade no país. A missão foi confiada a Leonor Mondlane, nova secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, empossada, hoje, pelo Primeiro-Ministro.

A desnutrição crónica continua a ser um problema de saúde pública em Moçambique, chegando a afectar 38 por cento da população infantil, com menos de cinco anos.

Para evitar que a situação piore e se traduza em mais mortes, o Primeiro-Ministro sabe muito bem o que deve ser feito.

“Fortalecer e institucionalizar as estruturas de coordenação da segurança alimentar e nutricional ao nível provincial e distrital, em todo o país e reforçar o sistema integrado de informação sobre a segurança alimentar e nutricional de modo a captar dados desagregados a todos os níveis”, referiu Adriano Maleiane, durante o empossamento da nova secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional.

Na ocasião, o governante reforçou a necessidade de aquele órgão promover acções de advocacia para a mudança social e de comportamento alimentar no âmbito da redução da desnutrição crónica e, acima de tudo, “capacitar os dirigentes e gestores das instituições públicas, sociedade civil e profissionais de comunicação social sobre matérias relativas à segurança alimentar e nutricional”, afirmou.

Por sua vez, Leonor Mondlane, técnica do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, diz-se pronta para as funções que lhe são confiadas.

“O desafio grande é cumprir aquilo que o Governo espera em torno da segurança alimentar. Temos que responder a nível interno e externo e, por ser um sector transversal, que envolve a educação a saúde, a agricultura, pescas, entre outras, sendo a meta conseguir coordenar estes sectores para darem melhor resposta à situação de segurança alimentar, sobretudo em crianças de 0 aos 5 anos e as mulheres grávidas, que são fases fundamentais para a construção de um Homem saudável”, disse a recém-empossada.

A secretária-executiva apontou vários avanços no campo de produção de alimentos fortificados e de qualidade, porém sublinha que há muito mais a ser feito.

“Mais do que produção de alimentos, é preciso apostar na questão de educação alimentar, pois temos zonas que produzem alimentos em abundância, mas continuam a enfrentar desafios nutricionais”, concluiu.

A empossada é veterinária de formação e substitui Celmira Pena da Silva, que cessou funções em Fevereiro do ano corrente, estando, neste momento, no cargo de diretor-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação.

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