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Norte do país ganha agência que vai olhar para o desenvolvimento local

Foi lançado oficialmente esta segunda-feira a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), uma instituição pública que deverá zelar pela coordenação das acções de desenvolvimento social e económico nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa.

Cinco meses depois da aprovação pelo Conselho de Ministros, esta segunda- feira foi a vez do lançamento oficial da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte, numa cerimónia que decorreu na cidade de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado e foi dirigida pelo Presidente da República.

Perante membros do governo, diplomatas, representantes de agências estrangeiras de cooperação internacional, líderes religiosos e da sociedade civil, Filipe Nyusi começou por dar o enquadramento, dos pressupostos que levaram à criação de uma agência virada às três províncias do norte do país.

“Nas dimensões sociais, as três províncias apresentam um alto índice de pobreza. Com efeito, o índice multidimensional de pobreza, segundo dados de 2015, é de 65% em Nampula; 67% em Niassa e 53% em Cabo Delgado, comparado com a média nacional que era de 43%. Os efeitos do ciclone Keneth, em 2019, foram devastadores, com enfoque para os sectores agrícola, pesqueiro e turístico, estimando-se 55 mil hectares de terras agrícolas, a perda de mais de 100 mil plantas de rendimento, dentre as quais cajueiros e coqueiro das regiões costeiras e acima de 1900 infra-estruturas públicas e privadas”.

Na sua actuação, a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte deverá ter um papel transversal que o Chefe de Estado fez questão de detalhar: “Assistência humanitária: assegurar o reassentamento temporário ou definitivo da população deslocada e prestar assistência humanitária, oportuna, ao que delas necessitem, incluindo os deslocados. Garantir o ensino básico, serviços de assistência sanitária, abastecimento de água e saneamento à população afectada por eventos extremos. Tomar medidas que garantam a segurança alimentar das populações, incluindo a criação de condições para a auto produção.
Segundo – desenvolvimento económico -, criar oportunidades de emprego e formação para os jovens; promover iniciativas de investimento para o desenvolvimento socioeconómico das comunidades, através de micro, pequenas e médias empresas; criar condições para o envolvimento do sector privado para o desenvolvimento económico e social”.

O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural teve uma intervenção, na qual, dentre vários aspectos, falou das potencialidades da zona norte.

“Esta é uma região rica, conforme disse sua excelência, o Presidente da República. Está a nascer o classter do gás na zona de Palma e vamos construir lá a primeira cidade do gás em África – um dos maiores centros de produção do mundo, mas tendo em conta aquilo que é de facto a actividade da população, temos a projecção de um classter agro-industrial em Namialo, em Meconta; um classter agro-idustrial em Cuamba e também em Matibane, um classter de turismo que está a nascer”, disse Celso Correia. Trinta mil milhões de dólares é o investimento que se espera nos próximos anos na indústria de óleo e gás. A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte será presidido por Armindo Panguene.

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