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Necessários 750 milhões de dólares para reabilitação de 1300 quilómetros críticos da EN1

Foto: O país

O Governo está a mobilizar 750 milhões de dólares para reabilitar a Estrada Nacional Número Um, entre as províncias de Inhambane e Zambézia, e ainda em Cabo Delgado, nos locais mais críticos, num troço de 1300 quilómetros.

Circular ao longo da EN1, entre a região de Save, província de Inhambane, e Nicoadala, na Zambézia, está cada vez mais difícil. O tamanho dos buracos no referido troço, a única que garante a ligação entre o Norte e Sul do país, tende a aumentar cada dia que passa. Apesar de a estrada ser transitável, os utentes enfrentam um verdadeiro martírio para chegarem aos seus destinos.

Este sofrimento pode ser ultrapassado ainda neste quinquénio, segundo afirmou à imprensa, no passado sábado, em Marínguè, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, depois de ter percorrido cerca de 200 quilómetros do referido troço.

“Está a decorrer, neste momento, uma série de estudos relativos ao que se deve fazer nesta estrada, para sabermos que tipo de intervenção deve ser feita. Precisamos de saber que vamos manter os mesmos padrões que temos, como a largura da estrada e outros tipos de artes. É um estudo que deve ser concluído brevemente e as nossas projecções apontam para Maio deste ano para o lançamento do concurso para a reabilitação desta estrada”, explicou Carlos Mesquita

A intervenção na rodovia em referência abrange a província de Cabo Delgado e a estimativa orçamental para esta obra, que deverá cobrir cerca de 1300 quilómetros, “são na ordem de 720 a 750 milhões de dólares norte-americanos, para o qual temos estado já a trabalhar intensamente para fazermos a mobilização mais rápida possível destes fundos, porque foi referido pelo Presidente da República, e nós concordamos perfeitamente, que os trabalhos devem iniciar neste quinquénio”.

Mesquita pediu aos utentes da via a terem paciência e acrescentou que, depois das obras de reabilitação, serão colocadas portagens. “Não podemos ter receio das portagens. Elas são parte de uma infra-estrutura como esta é também parte de um processo que temos instituído. É no pagamento das portagens que vamos buscar a contribuição de um conceito que nós introduzimos que é utilizador-pagador, com vista a contribuir para as manutenções”, referiu.

Neste momento, decorrem, em alguns troços da rodovia em referência, entre Inchope e Caia, intervenções periódicas e outras de rotina com orçamento do Estado.

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