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Necessários 460 milhões para fazer face às calamidades

Os danos causados pela depressão tropical que assolou as províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa ainda são visíveis. E como forma a dar resposta, o Instituto Nacional Gestão de Calamidades (INGC) reuniu-se, hoje, com parceiros, para mobilizar recursos de modo a apoiar as vítimas e reerguer as infraestruturas destruídas pelo mau tempo.

João Machatine, director-geral do INGC, referiu que são necessários 460 milhões de meticais para assistência das famílias afectadas e para a reposição das infra-estruturas danificadas. Do valor disponibilizado pelo Governo para a presente época chuvosa e ciclónica, já foram usados cerca de 21 milhões para a monitoria e rápida resposta, estando neste momento disponíveis 110 milhões de meticais.

Da avaliação preliminar dos danos por sector, nos distritos afectados, na província de Niassa, pela passagem da depressão tropical, existe a necessidade de mobilização imediata de 179,422,422.44 meticais para assistir as famílias afectadas e reposição das infra-estruturas danificadas em Cabo Delgado e 236,400,505.80 meticais em Nampula.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades revelou ainda que a reposição das vias de acesso nos vários distritos afectados constitui uma das prioridades como forma a garantir que os agricultores não percam a sua produção. “É urgente fazer-se a devida reposição uma vez que estamos no pico da época agrícola em que nos próximos dias haverá colheita por parte dos camponeses”, revelou Machatine. Sem avançar com dados, os parceiros mostraram comprometimento e abertura para abraçar a causa. Aliás, neste momento, aguarda-se pela disponibilização do valor. “Alguns parceiros já mencionaram que tem este stock no país e que neste momento cabe apenas a sua disponibilização”, disse Márcia de Castro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Nas três províncias assoladas foram assistidas mais de 74 mil pessoas em bens alimentares. A prioridade do INGC para responder aos impactos da depressão tropical, consistirá em assistir directamente às populações afectadas, sendo que, caberá aos governos locais trabalhar na reposição das infra-estruturas.

 

 

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