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Necessárias políticas de habitação mais inclusivas e de baixo custo jovens

Os oradores do MOZEFO Young Leaders consideram que as políticas de habitação para jovens em Moçambique, devem ser revistas por forma a torná-las mais inclusivas. O acesso à terra e ao financiamento são apontados como os principais obstáculos.

Celebrou hoje, o “Dia Internacional da Juventude” e os oradores do MOZEFO Young Leaders debateram as políticas para o desenvolvimento desta camada social, tendo o acesso à habitação como o ponto de partida.

Num debate a seis (dividido em duas partes), os intervenientes consideraram que as políticas de habitação para jovens em Moçambique, devem ser revistas por forma a torná-las mais inclusivas. Apontaram o acesso à terra e ao financiamento como os principais obstáculos.

Intervindo via plataforma digital, Wild do Rosário, chefe do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) considerou que as políticas de acesso à habitação em Moçambique pecam por ser menos expansivas, embora haja um esforço por parte do Governo.

“As políticas de habitação para jovens estão viradas para os centros urbanos”, apontou Wild do Rosário, acrescentando que o perfil de habitação em Moçambique sugere um envolvimento da mulher no desenho das políticas.

“Em geral, os custos de construção em Moçambique são 30 a 40% acima quando comparado com outros países da região. Um dos principais motivos associados a isto está ligado ao material de construção, por exemplo, que é elevado porque é tudo importado”, realçou o chefe do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos.

Já o enviado especial para juventude da União Africana Dário Camal, referiu que o acesso ao financiamento bancário para habitação é o grande obstáculo para os jovens.

Para Dário Camal, o Governo deve criar mais incentivos e envolver os bancos nesse desiderato, bem como tornar mais acessível a terra e expandir os centros urbanos para travar a superlotação das cidades.

Com vários projectos habitacionais em curso, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo para o Fomento da Habitação, Armindo Munguambe, destacou o esforço do Executivo em garantir habitação para os jovens, independentemente do seu status social, com destaque para o programa “Renascer”.

“Para além de promover o emprego no momento de construção, os projectos de habitação também promovem empregos depois da construção, através da criação de pequenos negócios para jovens…portanto, é preciso olhar para habitação nessa dimensão socioecónomica. Neste momento contamos com cerca de 18 mil beneficiários dos nossos projectos de habitação”, anotou Armindo Munguambe.

Em todo esse processo a Educação e o sector privado são chamados a desempenharem um papel mais proactivo.

Em representação do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Paulo Patrício Banguine, disse que “o Governo está a investir muito no sector da educação”.
“Nós queremos ter nossa escola livre da corrupção, um ambiente que proporcione a educação. Pretendemos para daqui a cinco anos, tenhamos a escola como pretensa da comunidade. O nosso Governo tem estado a investir muito na construção de salas de aulas, construindo salas de aulas estão a criar condições para que as crianças tenham acesso à educação”, explicou Banguine.

Por seu turno, Dulce Domingos Mungol, coordenadora para educação na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), referiu que um dos grandes desafios é o baixo aproveitamento escolar.

“Os estudos mostram que em vários países africanos, incluindo, Moçambique, as crianças têm dificuldades em aprender, principalmente em adquirir competências de leitura e escrita iniciais”, apontou.

Já no campo empresarial, o director-executivo da Associação de Comércio, Indústria e Serviços (ACIS), Edson Chichongue, indicou que as empresas devem apostar forte na formação de quadros jovens, com vista a dotá-los de competências.

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