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Nazir Aboobacar diz que Governo criou condições para ProIndicus, MAM e EMATUM operarem

Foto: O País

Nazir Aboobacar foi o segundo declarante a ser ouvido esta segunda-feira, na Cadeia de Máxima Segurança da Machava, Província de Maputo. À data dos factos oficial do SISE, Director da Administração e Finanças da MAM, Aboobacar explicou ao tribunal que, ao contrário do que o réu António Carlos do Rosário disse, o actual Governo criou condições para que as empresas ProIndicus, MAM e EMATUM operassem.

Segundo Nazir Aboobacar, num dos encontros do Conselho de Ministros, Filipe Nyusi, na qualidade de Presidente da República, quis saber por que as três empresas não estavam a produzir. “Eu levantei a mão. Lembro que o PCA (António Carlos do Rosário), na altura, ficou assustado, porque tinha medo dos meus arranques. Quando levantei, bem, os meus arranques sempre tiveram sucesso, já nem sei se são arranques, deu sinal para não falar, porque já sabia de outros meus arranques nos outros encontros. Então esclareci a Sua Excelência que não haviam nos entregue os estaleiros navais e estávamos a receber cargas, de Dubai, e que todos os contentores estavam no Porto, com taxas portuárias e alfandegárias por causa da permanência da carga por muito tempo. Eram custos suportados pela empresa”.

Ao inteirar-se da situação, explicou o declarante, o Presidente da República abordou o caso com toda a naturalidade e disse para o Ministro das Finances, Adriano Maleiane, receber Nazir Aboobacar no seu gabinete para que se revertesse a situação do impasse em que as empresas ProIndicus, MAM e EMATUM se encontravam.

De igual modo, além de Adriano Maleiane, revelou Nazir Aboobacar, o Presidente da República mandou o Ministro Carlos Mesquita para fazer o acompanhamento das três empresas. “E o Ministro Mesquita abriu todos os caminhos, até identificou clientes e facilitou todos os contactos para que o estaleiro naval fosse real. Ele abriu as portas para o nosso andamento”.

No Conselho de Ministros, Nazir Aboobacar disse que cometeu a indisciplina de contrariar António Carlos do Rosário porque o agora réu não lhe respondia a muitas questões sobre o funcionamento das empresas, limitando-se a dizer que não lhe competia.

Na Cadeia de Máxima Segurança da Machava, Aboobacar disse ainda que dois ou três dias depois da reunião no Conselho de Ministros o processo das empresas reverteu-se.

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