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Navio cruzeiro com 238 passageiros escala Maputo

Renascem as esperanças de um turismo intenso em Moçambique, com a chegada, este sábado, de um navio cruzeiro com mais de 200 turistas. O facto acontece dois anos depois da paralisação, devido à COVID-19.

Depois de cinco meses no mar, a viajar, o navio cruzeiro escalou este sábado o Porto de Maputo, com 238 passageiros a bordo. O cruzeiro partiu em finais de Outubro do ano passado, de Miami, nos Estado Unidos da América, tendo passado por países como Colômbia, Equador, Chile e, em África, a porta de entrada foi a África do Sul, na Cidade do Cabo. Da África do Sul, o cruzeiro partiu no dia 24 de Fevereiro com destino a Maputo.

O navio tem capacidade para 380 passageiros, mas, por conta da pandemia da COVID-19, o número reduziu. Aliás, durante a viagem, algumas pessoas a bordo ficaram infectadas.

“A COVID-19 comprometeu todos cruzeiros, o nosso também, não atingimos a nossa capacidade máxima, as pessoas têm receio”, disse Fernando Oliveira, porta-voz do navio, explicando ainda que “ durante a viagem alguns turistas ficaram infectados, mas não foi grave, foram isolados e passou, esclareceu.

Fernando Oliveira explicou ainda as razões que ditaram a escolha de Maputo neste roteiro, com passageiros de diversas nacionalidades. “Em Moçambique, como muitos países, está-se aberto ao turismo e existem muitas atracções turísticas e a gastronomia daqui é invejável”, sublinhou o porta-voz e director de entretenimento no navio.

Para o Instituto Nacional do Turismo (INATUR) este é um sinal positivo para o país, significa que Moçambique continua a ser um destino turístico de preferência. “Para nós a vinda deste cruzeiro, é uma lufada de ar fresco, significa que Moçambique continua na montra dos destinos de preferência e estamos preparados, sabemos que muitos turistas ainda estão com medo por causa da COVID-19, mas tudo está acautelado”, explicou a directora dos serviços de promoção, no Instituto Nacional do turismo
À porta de entrada, no porto, os turistas passaram por testes para o despiste da COVID-19, e foram recebidos pela companhia de bandeira, a Companhia Nacional de Canto e Dança que deixou boas impressões.

“Estou maravilhado! Estou feliz por estar aqui. É minha primeira vez e estou a gostar das pessoas e desta recepção”, disse David, turista americano.

Saly Ly, do Canadá, disse esperar ver as principais atracções da cidade: “Esperamos ver o património mundial da UNESCO que está aqui, mas para já as pessoas são uma maravilha”, avançou esta turista, a bordo de navio desde a cidade de Cabo, na África do Sul.

O navio cruzeiro parte ainda hoje de Moçambique para o Zanzibar. Segundo as previsões do INATUR, mais dois cruzeiros poderão escalar o país ainda este ano.

 

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