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Não houve grande resistência na recuperação de Mocímboa da Praia

O comandante do Exército, Cristóvão Chume, disse numa entrevista cedida à Televisão de Moçambique, em Mocímboa da Praia, que a recuperação daquela importante vila não resultou em confrontações militares de grande monta com os terroristas que a ocupavam, o que indicia que houve uma retirada antecipada dos mesmos, tendo-se registado apenas alguns tiros nalguns bairros periféricos.

Por essa razão, não há números nem de mortos nem de feridos de ambos os lados. Na ocasião, aquele dirigente das FADM deu mais detalhes da operação que foi colocada em marcha há quase três semanas e que permitiu a neutralização de dois postos avançados do inimigo no distrito de Mocímboa da Praia, nomeadamente, em Awasse e Diaca.

A seguir, a Força Conjunta de Moçambique e Ruanda planeou o assalto final que permitiu a recuperação da vila. Para tal, definiram-se quatro eixos de intervenção simultânea. O primeiro seria por via marítima, tendo como objectivo principal a recuperação do porto, e esta missão foi entregue à marinha das FADM. Igualmente por via marítima, um pelotão de Fuzileiros Navais das FADM teve a missão de desembarcar a sul do porto para, por via terrestre, controlar a vila. Estas duas forças conseguiram alcançar o seu objectivo logo pelas 7 horas da manhã e a outra pelas 9 horas, segundo deu a conhecer o comandante do Exército.

Os outros dois eixos ficaram a cargo da tropa ruandesa, sendo que um grupo tinha que entrar na vila de Mocímboa da Praia partindo de Palma, ou seja, a norte, e o outro eixo entrou pela parte sul, a partir de Awasse. Estas duas equipas conseguiram alcançar o seu objectivo por volta das 11 horas que era tomar o controlo do aeroporto.

Neste momento, as forças militares dos dois países estão empenhadas em acções que denominam de “limpeza” do terreno que é o esforço de neutralizar pequenos focos de resistências que ainda persistem no interior do distrito de Mocímboa da Praia, de modo a criar condições de segurança para o retorno gradual à normalidade e o regresso da população que, nos últimos meses, abandonou por completo a vila.

No interior da vila, o cenário é de total destruição das principais infra-estruturas, desde o terminal do aeroporto, as máquinas que garantiam o normal funcionamento do porto, edifícios onde funcionavam as instituições públicas e privadas. Isso significa que Mocímboa da Praia terá de ser reconstruída nos próximos tempos para sarar as cicatrizes deixadas pelas acções dos malfeitores.

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