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Não há dados sobre escolas e alunos afectados pelo ataque à Vila de Palma

O Ministério da Educação ainda não sabe o número de alunos e muito menos de escolas afectados pelos ataques em Palma, província de Cabo Delgado. Contudo, o sector garante que os alunos deslocados estão a ser integrados nos locais de chegada.

Os terroristas atacaram o distrito de Palma, província de Cabo, no passado dia 24 de Março, cortaram as telecomunicações, decapitaram pessoas e outras refugiaram-se na cidade de Pemba.

Quase duas semanas depois do ataque terrorista, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), ainda não tem dados sobre os alunos afectados e escolas destruídas.

“Nós, normalmente, fazemos o nosso levantamento estatístico em Março, mas acontece que nós iniciamos as aulas no dia 22 de Março e este trabalho ainda não foi feito. Só será possível fazê-lo na semana de 19 a 23 deste mês”, justificou Gina Guibunda, porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, acrescentando que nessa altura poderá se ter “uma situação real de quantos alunos temos e quantas escolas”.

Enquanto não se têm esses dados, os alunos deslocados estão a ser reintegrados nos locais de chegada.

“E nós, como sector, criamos condições para que, estando deslocados, no local onde chegam, eles sejam recebidos tanto dentro da província de Cabo Delgado como, também, em outros pontos”, revelou Gina Guibunda.

Ainda na entrevista concedida ao “O País”, a porta-voz do MINEDH revelou que o sector da Educação adquiriu 20 milhões de livros para o ano lectivo 2021 e que já estão a ser distribuídos pelo país.

“Até a segunda-feira, a taxa de execução em termos de distribuição de livros já estava acima dos 85%, mas também, infelizmente, há dois distritos que ainda não tinham recebido por algumas situações ligadas a procedimentos administrativos”, informou Gina Guibunda, sendo que um dos distritos é o de Mabote e o outro é de Cabo Delgado e “não estamos a falar de Palma. Os livros deste ponto do país, como tal, estão na capital, cidade de Pemba”.

Os livros que estão em Pemba serão depois distribuídos pelas escolas e centro dos deslocados. Quanto à restituição dos manuais do ano passado, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano assegurou que o processo está em curso.

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